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Adestrador apresenta primeira cadela brasileira para alerta médico de Diabetes
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Adestrador apresenta primeira cadela brasileira para alerta médico de Diabetes

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Anamaria
01/10/2025 19h17
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Quem avista a dócil Guria, no meio da rua não imagina o quão gigante essa cadela é. A fêmea da raça Australian Catle Dog é a primeira cadela para alerta médico de Diabetes treinada em território brasileiro. Há dois anos o adestrador Glauco Lima decidiu realizar esse trabalho ao vivenciar as dificuldades da mãe, a Dona Maria, de 72 anos, portadora de Diabetes.

“Comecei a presenciar situações em que ela se sentia desamparada e percebi certo receio para atividades simples. Um passeio na rua, por exemplo, se tornava um problema porque ela tinha medo de ter uma crise e não ser ajudada. Percebi que poderia mudar a vida dela e de muitas pessoas, treinando um cão para situações específicas”, pontua o especialista que tem 35 anos de treinamento de cães para alerta médico.

Determinado, o treinador pediu ajuda ao amigo, veterinário e professor, Regis Christiano Ribeiro, que se envolveu diretamente no preparo da Guria. Portador de Diabetes Tipo 2, o médico se sensibilizou com a causa e, como Glauco, a mantém no intuito de ajudar as pessoas.

“É preciso entender que um cão é muito mais que uma companhia: ele é uma vida que chega para mudar a sua, dos seus familiares e amigos. Aquela história de ensinar comandos como ‘senta e deita’ já se faz ultrapassada visto que esses animais podem e entendem muito mais do que imaginamos. No processo do treinamento, a Guria demonstrou isso e é nítido o carinho e foco que ela tem em ajudar, diante da situação de desequilíbrio que houver em sua presença”, fala Regis.

Como é o trabalho do cão de alerta diabético

Guria e o médico veterinário Regis Ribeiro durante um dos treinamentos. Foto: Divulgação.
Guria e o médico veterinário Regis Ribeiro durante um dos treinamentos. Foto: Divulgação.

Os cães de alerta diabético são treinados para detectar mudanças no odor corporal relacionadas a flutuações glicêmicas. “Nós recriamos esse odor através de amostras que vamos desenvolvendo conforme o treinamento que é constante, e comparamos os momentos de crise acusados pela medição da glicose, com as reações anteriores do cão a esse evento. Geralmente, o local em que mais exalamos esse odor fica perto das panturrilhas e na parte de trás da perna e a cadela, por instinto, checa primeiro essas regiões, usando o faro para verificar se algo está errado com o tutor”, detalha o veterinário.

No caso da Guria, ela é treinada para apontar para o tutor que está sentindo algo errado pelo olfato, assim ele já se prepara para uma possível crise. Em comandos básicos a cadela ainda pega a necessaire de cuidados médicos, leva água e protege a pessoa até que seja ajudada (quando a crise ocorre, por exemplo, no meio da rua). Ainda, durante o sono, se ela perceber alteração da glicose, imediatamente ele acorda o dono, para que ele possa tomar providências e equalizar o mal estar, já que é comprovado que crises no momento de descanso são as mais perigosas.

O trio de agentes do bem (Glauco, Regis e Guria) segue em busca de promover a melhoria da qualidade de vida não só de pessoas, como também de famílias, mas esbarra na falta de uma legislação brasileira mais adequada. “É preciso garantir que essas pessoas possam trafegar com seu cão de alerta médico em diversos locais, o que hoje é quase que impossível. Uma publicação do Diabetes Care demonstrou que os cães antecipam eventos hipoglicêmicos com alta sensibilidade, oferecendo segurança adicional a pacientes insulino-dependentes. Até mesmo alertas para crises epilépticas já foram relatados em estudos mundo afora e aqui a gente sofre com a falta de lei específica, o que limita a evolução das pessoas e até poda o direito do ser humano, de socializar e sentir-se integrado à vida. É um absurdo”, finaliza Glauco.

Leia a matéria original aqui.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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