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Homem é curado do HIV com terapia alternativa; conheça o método
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Homem é curado do HIV com terapia alternativa; conheça o método

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Bons Fluidos
05/12/2025 16h30
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Um homem, hoje com 60 anos, foi curado do HIV após passar por um transplante de células-tronco para tratar um câncer. Ele se tornou o sétimo paciente na história a se recuperar da condição, que afeta cerca de 40,8 milhões de pessoas no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Caso pode revolucionar os tratamentos de HIV

Desde 2008, cientistas têm testado a doação e implementação de células-tronco com uma mutação em ambas as cópias de um gene associado a uma proteína chamada CCR5 para combater a infecção. Isso porque a alteração no DNA estimula a remoção desse componente do sistema imunológico, o que impede a proliferação do vírus HIV. Em 2015, contudo, na tentativa de tratar uma leucemia, um residente de Berlim, na Alemanha, passou por um transplante que apresentava apenas uma cópia mutada do material genético.

Na época, além do procedimento, ele também fazia a terapia antirretroviral (TARV), tratamento padrão para HIV e responsável por impedir a transmissão. Ademais, o homem realizava sessões de quimioterapia. Essa intervenção, segundo os pesquisadores que acompanharam o caso, ajudou a eliminar suas células defeituosas, permitindo que as do doador atuassem contra o câncer.

Entretanto, cerca de três anos depois, ambos os tratamentos foram interrompidos. Já nos exames de sangue seguintes, os médicos não encontraram quaisquer sinais do vírus em seu corpo. Os resultados persistiram por sete anos, o que levou a equipe a reconhecer a cura. “É incrível que, há 10 anos, suas chances de morrer de câncer fossem extremamente altas. Agora, ele superou esse diagnóstico mortal, uma infecção viral persistente, e não está tomando nenhum medicamento. Ele está saudável”, afirmou o especialista da Universidade Livre de Berlim, Christian Gaeble, em entrevista ao ‘NewScientist’. 

De acordo com o estudioso, o caso sugere que, mesmo sem conter a mutação CCR5, as células de doadores podem destruir as estruturas imunológicas dos pacientes, impedindo a contaminação. Dessa forma, revela ainda a possibilidade de ampliar o “leque” de transplantes e outras opções de cura para o HIV. Por enquanto, contudo, a TARV permanece como a melhor intervenção para garantir qualidade de vida àqueles que convivem com a condição.

*Leia também: Dia Mundial de Luta Contra a AIDS: entenda a importância da data

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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