Perigo: Pais alimentam bebês com manteiga pura; entenda os riscos
Bons Fluidos
A mais nova tendência entre mães e pais, que se tornou alvo de debates nas redes sociais recentemente, é oferecer manteiga pura para bebês. Nos vídeos, publicados principalmente no TikTok, os familiares apontam que o alimento ajuda a prolongar a saciedade e as noites de sono. Especialistas, no entanto, fazem um alerta sobre os perigos dessa prática.
Manteiga para bebês: por que evitar?
Em seu perfil do Instagram, a nutricionista infantil Elisa de Espíndola explicou que o ingrediente é permitido durante a introdução alimentar, fase com início geralmente por volta dos seis meses. Além disso, de acordo com profissionais da saúde, a gordura é importante durante esse período, pois auxilia no desenvolvimento cerebral e no crescimento.
Alguns especialistas defendem até mesmo que não há limite do componente até os dois anos de idade. Entretanto, a forma como os pequenos têm consumido a manteiga — pura e a colheradas — pode se tornar prejudicial à saúde. “A alta quantidade do alimento pode trazer diversos prejuízos para o bebê, como aumentar de forma muito significativa o risco de alergia alimentar, desconforto digestivo e engasgos“, detalhou Espíndola.
E, ao contrário do que muitos familiares vêm divulgando, não há comprovação de que a ingestão noturna melhore o sono das crianças. O que invalida ainda mais essa crença, conforme aponta a nutricionista, é o fato de o descanso não ser influenciado somente pela fome. “Existem vários fatores, inclusive fatores neurológicos, que fazem com que a criança acorde durante a noite”, afirma.
É verdade, contudo, a relação da manteiga com a saciedade. Isso ocorre porque a alta densidade calórica e o teor de gordura impedem que o apetite volte rapidamente. Mas esse potencial não promove descanso e não deve sustentar o cardápio dos pequenos. A recomendação de especialistas, portanto, é mantê-la na dieta, em baixas quantidades e nunca pura. Também é importante entender que bebês costumam apresentar despertares noturnos até os sete meses de idade. Após essa fase, se a má qualidade do sono persistir, orienta-se procurar atendimento profissional.
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