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Vigilância sanitária fecha bar em São Paulo após suspeita de bebida adulterada
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Vigilância sanitária fecha bar em São Paulo após suspeita de bebida adulterada

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Anamaria
01/10/2025 18h00
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O bar Ministrão, localizado na alameda Lorena, nos Jardins, em São Paulo, foi interditado na última terça-feira (30) durante uma operação da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária. A medida ocorreu após denúncias de venda de bebida alcoólica com indícios de contaminação por metanol, uma substância altamente tóxica para o corpo humano.

De acordo com o governo estadual, outros dois bares – um na Mooca e outro em São Bernardo do Campo – também foram fechados no mesmo dia. Já na segunda-feira (29), agentes já haviam apreendido cerca de 100 garrafas de destilados no estabelecimento dos Jardins.

Riscos da ingestão de metanol para a saúde

O metanol pode causar danos graves ao fígado, lesões no nervo ótico e até levar à cegueira ou à morte. A designer de interiores Rhadarani Domingos relatou, em entrevista ao Fantástico, que perdeu a visão após consumir três caipirinhas de vodca no bar Ministrão, no dia 19 de setembro. “Causou um estrago muito grande. Não estou enxergando nada”, afirmou.

Segundo a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, já foram confirmados sete casos de intoxicação por metanol, além de outros 15 em investigação. Até o momento, cinco pessoas morreram em decorrência da ingestão da substância.

bebida adulterada
Bar Ministrão, na Av. Lorena com Ministro Rocha Azevedo (Jardins), interditado pela Vigilância Sanitária, após suspeita de bebidas com metanol. Crédito: Paulo Pinto/Agência Brasil

Como as autoridades estão atuando na fiscalização

As equipes da Vigilância Sanitária e do Procon-SP intensificaram as fiscalizações. Em São Bernardo do Campo, a operação resultou na apreensão de diversas garrafas de bebidas, que foram encaminhadas para perícia no Instituto de Criminalística.

Também foram vistoriados um minimercado no Planalto Paulista, onde se encontraram 40 garrafas de destilados, e uma distribuidora na região do M’Boi Mirim, que acabou parcialmente interditada. Nessas ações, os agentes lacraram produtos sem comprovação de procedência e solicitaram notas fiscais aos comerciantes.

Manoel Lara, diretor do Centro de Vigilância Sanitária, destacou que a interdição preventiva busca proteger a população. “Seguindo o princípio da precaução em saúde pública, realizamos ações administrativas até a conclusão das análises das amostras”, explicou à Folha de S. Paulo.

Impacto nos bares e nos clubes de São Paulo

Além das interdições, clubes tradicionais da capital decidiram suspender temporariamente a venda de bebidas destiladas como medida de precaução. Entre eles estão o Esporte Clube Pinheiros, o Clube Hebraica e o Club Athletico Paulistano. A decisão foi orientada pelo Sindicato dos Clubes do Estado de São Paulo.

Enquanto isso, o bar Ministrão divulgou uma nota em suas redes sociais afirmando que todas as bebidas servidas são adquiridas de fornecedores oficiais e que já acionou a equipe jurídica para investigar o caso.

O que o consumidor deve observar antes de consumir bebidas alcoólicas

Diante dos riscos, especialistas alertam que o consumidor precisa estar atento. Observar o lacre das garrafas, exigir a nota fiscal e desconfiar de preços muito abaixo do mercado são medidas essenciais para evitar problemas de saúde.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a fiscalização seguirá nos próximos dias em bares, distribuidoras e mercados de São Paulo.

Resumo: A interdição de bares em São Paulo levanta um alerta importante sobre os riscos da ingestão de bebida alcoólica com metanol. As operações de fiscalização seguem em andamento, e consumidores devem adotar cuidados extras na hora de escolher o que beber, sempre priorizando a segurança e a procedência dos produtos.

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Como diferenciar o álcool do metanol? Farmacêutico explica

Leia a matéria original aqui.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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