As 5 descobertas arqueológicas mais impressionantes das últimas semanas
Aventuras Na História

A origem da humanidade remonta há entre 300.000 e 200.000 anos atrás, quando o Homo sapiens surgiu na África. Desde então, a espécie foi evoluindo e se expandindo, até ocupar praticamente todo o globo terrestre, como vemos hoje.
Nessas centenas de milhares de anos, surgiram e se extinguiram incontáveis culturas e agrupamentos humanos, que ainda hoje são motivo de grande mistério e investigação de historiadores e arqueólogos. E o campo da Arqueologia, em especial, é bastante significativo para se desvendar mais sobre o passado de diferentes regiões.
Confira a seguir 5 das descobertas arqueológicas mais impressionantes feitas pelo mundo nas últimas semanas:
1. ‘Cápsula do tempo’ pré-histórica
Durante escavações em um pântano próximo de Järna, em Gerstaberg, na Suécia, arqueólogos se surpreenderam ao encontrar uma série de relíquias pré-históricas surpreendentemente preservadas. O achado foi descrito pelos responsáveis como uma verdadeira “cápsula do tempo“, e inclui estruturas de madeira construídas com troncos, estacas e entrelaçados de vime.
Segundo especialistas, as estruturas foram utilizadas por antigas comunidades de caçadores-coletores neolíticos para formar uma espécie de ponte para atravessar um lago há mais de 5 mil anos. A conservação dos artefatos só foi possível graças às condições anaeróbicas naturais do local do depósito. Até agora, no entanto, ainda não está claro a qual grupo cultural neolítico exatamente o sítio arqueológico se refere, mas atividades semelhantes foram registradas em locais associados à cultura da Cerâmica com Pintura, que habitou o sul da Escandinávia entre 3.500 a.C. e 2.300 a.C..
2. Tesouro romano na Alemanha
Em 2017, um alemão se surpreendeu ao descobrir nas proximidades da aldeia de Borsum, na Baixa Saxônia, com a ajuda de um detector de metais, um impressionante tesouro romano com centenas de moedas de prata, um anel de ouro, uma moeda de ouro e várias barras de prata, datados de cerca de 2.000 anos atrás. No entanto, a busca pelo tesouro não se deu na legalidade, e por isso o homem não notificou as autoridades sobre o achado; até que, neste ano, ele decidiu contatar a polícia e os órgãos responsáveis.
No início de outubro, uma nova investigação arqueológica no local revelou ainda mais moedas — totalizando 450 moedas de prata —, sendo esse um dos maiores tesouros de moedas romanas já encontrados na Baixa Saxônia. As moedas datam do início do período imperial romano, marcado pela coexistência entre romanos e tribos germânicas que habitavam as regiões além das fronteiras romanas.
3. Tábuas de escrita romanas
Escavações realizadas em quatro poços do período romano encontrados na comuna de Izernore, no leste da França, levaram à descoberta de 15 tábuas de madeira com inscrições antigas, além de pequenas caixas, espirais de fuso, pentes e solas de madeira para calçados. Estima-se que eles foram fabricados na região há cerca de 2.000 anos.
Mas o que mais chama atenção nas tábuas de madeira é que elas serviam como “cadernos”, sendo amplamenta utilizadas na época para comunicação, registro e educação. Em uma das tábuas, os pesquisadores identificaram uma palavra gravada que acreditam ser um nome; enquanto outra exibia seis linhas escritas à tinta. Agora, os achados estão expostos no Museu Arqueológico de Izernore, como parte da mostra ‘Poço do Conhecimento, 240 Anos de Escavações em Izernore’.
4. Rede subterrânea sob as pirâmides
Pesquisadores identificaram no coração do Planalto de Gizé, no Egito, três poços profundos com precisão milimétrica, soterrados em camadas de areia, que resistiram ao tempo sob as pirâmides de Quéops e Quéfren. O que mais chama atenção da descoberta é a simetria quase perfeita das paredes da estrutura, bem como a ausência de marcas que indicam escavação manual rudimentar, indicando que aquilo seria um projeto arquitetônico perfeitamente calculado, e pensado com tanta complexidade quanto as próprias pirâmides.
O primeiro poço, que está situado próximo à Esfinge, chega a dezenas de metros de profundidade; o segundo tem dimensões idênticas e traços que indicam uma conexão planejada; já o terceiro, próximo da base de Quéops, possui reforços estruturais que indicam uso frequente em algum período remoto.
Agora, especialistas ainda debatem sobre o que essas passagens subterrâneas podem significar e suas finalidades. Hipóteses iniciais apontam que elas podem ser câmaras cerimoniais, sistemas de drenagem ritual, ou até mesmo corredores simbólicos voltados para o além. De qualquer forma, a precisão e o alinhamento ali identificados ainda chamam bastante atenção, e intrigam os pesquisadores.
5. Pães bizantinos com rosto de Jesus
Arqueólogos turcos descobriram recentemente cinco pães carbonizados com cerca de 1.300 anos durante escavações em Topraktepe, na província de Karaman, Turquia. Encontrados nas ruínas da antiga cidade bizantina de Eirenópolis, o que mais chama atenção nos pães, no entanto, é a representação de Jesus Cristo neles.
Conforme apurado pelo Aventuras na História, os pães revelam detalhes sobre a vida espiritual e cotidiana das comunidades cristãs da região nos séculos 7 e 8. Quatro deles exibem cruzes gravadas na superfície, indicando possível relação com rituais religiosos; enquanto o quinto, que mais chamou atenção, apresenta uma imagem de Cristo como agricultor ou semeador.
Além da imagem, o pão também possui uma inscrição em grego que pode ser traduzida para “com nossos agradecimentos a Jesus Abençoado”, indicando que o alimento poderia ser também um objeto de devoção, além de parte da dieta, usado em cerimônias de gratidão ou bênção nas colheiras.
