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Leões que nunca haviam pisado na grama são resgatados na Ucrânia
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Leões que nunca haviam pisado na grama são resgatados na Ucrânia

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Aventuras Na História
08/04/2025 10h37
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https://timnews.com.br/system/images/photos/16502408/original/open-uri20250408-18-nhk8zt?1744110443
©Divulgação/Big Cat Sanctuary
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Cinco leões que viveram o terror da guerra na Ucrânia agora têm um novo começo. Rori, Amani, Lira, Vanda e Yuna passaram anos em condições precárias, vítimas de maus-tratos e negligência mesmo antes da invasão russa iniciada em fevereiro de 2022. Quando o conflito tomou as cidades, muitos animais foram deixados para trás na correria das evacuações.

Hoje, os cinco felinos estão seguros no Big Cat Sanctuary, em Kent, no interior da Inglaterra. O centro construiu recintos especialmente projetados para recebê-los após uma campanha de arrecadação que mobilizou mais de 500 mil libras (cerca de R$ 3,3 milhões). O valor foi suficiente para cobrir o transporte, os cuidados veterinários e as obras no local.

De acordo com o portal UOL, a chegada dos leões ao santuário marcou o fim de uma complexa missão internacional de resgate, que durou dez meses. Yuna, de três anos, foi a primeira a ser transferida, em agosto de 2024. Os outros quatro chegaram em março de 2025, vindos de abrigos temporários na Bélgica, após uma jornada de 12 horas por estradas e balsa.

“Transportar grandes felinos através de fronteiras internacionais envolve uma logística complexa, com regulamentações legais rigorosas”, afirma Cameron Whitnall, diretor do Big Cat Sanctuary. Ele explica que, além das licenças e laudos veterinários, havia grandes desafios de segurança, especialmente por se tratar de um país em guerra. A operação exigiu parcerias com organizações de proteção à vida selvagem e autoridades locais.

Estado crítico

Os leões foram encontrados em regiões próximas à linha de frente do conflito, abandonados e em estado crítico, tanto físico quanto mental. Vítimas do tráfico de animais silvestres e do comércio ilegal de pets exóticos, jamais haviam conhecido um ambiente adequado.

“Ao chegarem, alguns apresentavam sinais de fraqueza muscular, enquanto outros tinham sintomas neurológicos, possivelmente relacionados a deficiências nutricionais da fase inicial da vida ou traumas psicológicos”, relata Whitnall. Também exibiam comportamentos típicos de estresse pós-traumático, como balançar o corpo repetidamente ou permanecer em constante estado de alerta.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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