Príncipe Andrew renuncia título real após escândalos: "Não usarei mais meu título"
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O Príncipe Andrew, filho da falecida Rainha Elizabeth II, anunciou nesta sexta-feira, 17, a sua renúncia a todos os seus títulos reais e honrarias, num movimento que marca seu completo afastamento da vida pública da monarquia britânica. “Não usarei mais meu título nem as honrarias que me foram concedidas”.
A decisão drástica é o mais recente desenvolvimento em meio ao crescente escrutínio de sua amizade com o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein e outras acusações. Em comunicado oficial, o Duque de York declarou:
Mantenho minha decisão de cinco anos atrás de me afastar da vida pública. Com a concordância de Sua Majestade, sentimos que agora devo dar um passo adiante. Portanto, não usarei mais meu título ou as honrarias que me foram conferidas. Como já disse, nego veementemente as acusações contra mim, mas as constantes alegações contra mim afetam o trabalho de Sua Majestade e da Família Real.”
A renúncia, que entra em vigor imediatamente e contou com a concordância do Rei Charles III, resulta na perda formal do título de Duque de York. Sua ex-esposa, Sarah Ferguson, também perderá o título de Duquesa de York. No entanto, as filhas do príncipe, as Princesas Beatrice e Eugenie, manterão seus títulos reais.
Contexto dos escândalos
A crise em torno de Andrew se intensificou após a exposição de seus laços com Jeffrey Epstein, que se suicidou na prisão enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual de menores. O Príncipe Andrew sempre negou ter conhecimento das atividades criminosas de Epstein.
Este é o passo mais recente na perda de status do príncipe. Em janeiro de 2022, a então Rainha Elizabeth II já havia retirado seus patrocínios reais e títulos militares, proibindo-o de usar o tratamento de Sua Alteza Real.
Esta medida veio após uma ação civil por agressão sexual movida nos Estados Unidos por Virginia Giuffre, que alegava ter sido vítima de tráfico e abuso sexual por Andrew quando era menor de idade.
O caso civil foi encerrado em fevereiro de 2022 após o príncipe chegar a um acordo financeiro extrajudicial com Giuffre, sem admitir culpa. Fontes próximas ao Palácio de Buckingham indicam que a renúncia total dos títulos faz parte de um esforço para proteger a instituição monárquica de um desgaste ainda maior perante a opinião pública.
