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Trump reacende polêmica sobre Cristóvão Colombo e desafia outra versão da história dos EUA
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Trump reacende polêmica sobre Cristóvão Colombo e desafia outra versão da história dos EUA

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Aventuras Na História
13/10/2025 19h04
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Às vésperas do Dia dos Povos Indígenas, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a provocar debate ao sair em defesa de Cristóvão Colombo, figura histórica que há décadas divide opiniões. Em uma longa proclamação, o republicano classificou o explorador genovês como “um verdadeiro herói americano” e criticou o que chamou de tentativas de “apagar a história” e “desonrar sua memória”.

A declaração foi divulgada pouco antes desta segunda-feira, 13, data em que os Estados Unidos celebram o Dia dos Povos Indígenas, um feriado alternativo ao tradicional Dia de Colombo, criado para reconhecer as perspectivas dos povos nativos sobre a colonização.

“Hoje, nossa Nação homenageia o lendário Cristóvão Colombo, o herói americano original, um gigante da civilização ocidental e um dos homens mais galantes e visionários que já pisaram na face da Terra”, escreveu Trump. “Neste Dia de Colombo, honramos sua vida com reverência e gratidão, e prometemos resgatar seu extraordinário legado de fé, coragem, perseverança e virtude dos incendiários de esquerda que buscaram destruir seu nome e desonrar sua memória”, disse ainda.

Em outro trecho, segundo a People, o presidente foi ainda mais enfático: “Indignadamente, nos últimos anos, Cristóvão Colombo tem sido o principal alvo de uma campanha cruel e implacável para apagar nossa história, caluniar nossos heróis e atacar nossa herança. Diante de nossos olhos, radicais de esquerda derrubaram suas estátuas, vandalizaram seus monumentos, mancharam seu caráter e tentaram exilá-lo de nossos espaços públicos.”

As palavras de Trump remetem aos protestos do movimento Black Lives Matter, em 2020, quando manifestações contra o racismo levaram à remoção de estátuas associadas à colonização e à escravidão. Em resposta, o então presidente prometeu endurecer a defesa de símbolos históricos.

Apesar de exaltar o navegador, Trump ignorou as controvérsias que envolvem seu legado. A viagem de 1492, que levou Colombo às ilhas do Caribe, abriu o caminho para a colonização europeia e para um longo período de opressão aos povos originários.

A introdução de doenças, o trabalho forçado e o tráfico de pessoas foram consequências diretas desse processo. Ainda assim, o ex-presidente preferiu destacar a fé e o pioneirismo do explorador. Em sua declaração, escreveu que Colombo dedicou a terra a Deus e colocou em prática o orgulhoso direito de nascença da fé da América.

Estudiosos, porém, lembram que Colombo jamais pisou na América do Norte. Após quatro viagens, retornou à Espanha, onde morreu em 1506, em meio a disputas sobre recompensas e lucros com a coroa. Sua transformação em herói nacional só viria séculos depois, impulsionada por pregadores puritanos que o apresentaram como símbolo da coragem americana.

Entre a herança e a revisão histórica

Trump encerrou sua fala com um apelo à retomada do legado do navegador. “Neste Dia de Colombo, mais de 500 anos após a chegada de Colombo ao Novo Mundo, seguimos seu exemplo, ecoamos sua determinação e oferecemos nossa gratidão por sua vida de bravura e coragem. Acima de tudo, nos comprometemos a restaurar uma Nação que mais uma vez ousa domar o desconhecido, honra nossa rica herança cultural e oferece o devido louvor ao nosso Criador.”

O presidente também aproveitou o texto para valorizar as origens italianas de Colombo. “Ao celebrarmos o legado [de Colombo], também reconhecemos as contribuições dos inúmeros ítalo-americanos que, como ele, contribuíram infinitamente para nossa cultura e nosso modo de vida.” Segundo a Fox News, ao assinar a proclamação, Trump declarou: “Estamos de volta, italianos”.

A mensagem contrastou fortemente com as palavras de Joe Biden, que, desde o início de seu governo, adotou um tom oposto . O democrata foi o primeiro presidente americano a reconhecer oficialmente o Dia dos Povos Indígenas, em sua proclamação de 2023.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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