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Nova lei contra o descarte de roupas entra em vigor e promete sacudir a indústria da moda global
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Nova lei contra o descarte de roupas entra em vigor e promete sacudir a indústria da moda global

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20/03/2026 19h15
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© Canva Equipes/Tartezy
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A União Europeia deu um passo histórico para frear o impacto ambiental da moda ao proibir, oficialmente, a destruição de roupas, calçados e acessórios que não foram vendidos. A nova regra, que faz parte do Regulamento de Ecodesign para Produtos Sustentáveis, entra em vigor em 19 de julho de 2026. O objetivo é dar um fim à prática de grandes marcas que incineram ou descartam peças novas para manter a exclusividade ou liberar espaço em estoque. Estima-se que, antes da lei, até 9% dos têxteis não vendidos na Europa eram destruídos anualmente, gerando milhões de toneladas de CO₂.

O rastro ecológico de uma simples camiseta

A indústria da moda é uma das mais impactantes do planeta, respondendo por até 10% das emissões globais de carbono. Os números são impressionantes: uma única camiseta de algodão consome cerca de 2.700 litros de água para ser produzida. Com o avanço do fast fashion, o volume de fabricação dobrou desde os anos 2000, chegando a 100 bilhões de peças por ano no mundo. Esse modelo de consumo acelerado gera 92 milhões de toneladas de resíduos têxteis todos os anos, pressionando recursos naturais e sistemas de descarte.

Reflexos no Brasil e o novo comportamento do consumidor

Embora a proibição seja europeia, o impacto deve ser global. Marcas que exportam para a Europa precisarão adaptar suas cadeias produtivas e investir em logística reversa e reciclagem. No Brasil, onde ainda não existe uma lei específica para o setor, o desafio é similar. O país produz cerca de 6 bilhões de peças anualmente e enfrenta dificuldades com a informalidade e os custos de reutilização. A orientação para o consumidor brasileiro é priorizar a qualidade sobre a quantidade, buscando marcas com selos de sustentabilidade e que ofereçam suporte para reparos, estendendo a vida útil das roupas.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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