Alerta: Metanol já provocou 9 mortes e ultrapassa 100 casos confirmados de intoxicação
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O estado de São Paulo registra um crescimento preocupante nos casos de intoxicação provocada por metanol. Até o momento, há 102 ocorrências suspeitas, com 11 delas confirmadas, enquanto 91 ainda estão sob investigação. Entre essas, foram contabilizadas 9 mortes, sendo que 8 ainda aguardam confirmação oficial. Os óbitos confirmados aconteceram em várias regiões, incluindo cinco na capital paulista, duas em São Bernardo do Campo e uma em Cajuru. Outras 15 suspeitas foram descartadas após exames.
Em resposta à situação, órgãos de segurança pública e vigilância sanitária reforçaram as operações em estabelecimentos suspeitos de comercializar bebidas adulteradas. Durante essas ações, mais de 800 garrafas de produtos como whisky, gin e vodca foram apreendidas. Entre os locais vistoriados e fechados, destacam-se bairros como Jardins, Mooca, Vila Mariana e a cidade de São Bernardo do Campo.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, destacou que “a principal suspeita é que a contaminação por metanol tenha ocorrido durante o processo de envase das bebidas.” Essa hipótese sugere que o problema pode estar relacionado a falhas ou adulterações ilegais no momento da fabricação, ou engarrafamento, colocando em risco a saúde dos consumidores.
O metanol é uma substância extremamente tóxica. Diferente do álcool comum consumido em bebidas, o metanol pode causar efeitos graves no organismo, mesmo em pequenas quantidades. Os sintomas da intoxicação incluem sonolência, tontura, dores abdominais, náuseas, vômitos, confusão mental, aumento dos batimentos cardíacos, visão turva, fotofobia, convulsões e acidose metabólica — um desequilíbrio no pH do sangue. Em casos mais graves, a exposição ao metanol pode levar à cegueira irreversível, choque, pancreatite, insuficiência renal e danos neurológicos sérios.
Um agravante da situação é a insuficiência de antídotos essenciais para o tratamento dessas intoxicações no Brasil. O Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) da Unicamp alertou para a falta de fomepizol e etanol puro, medicamentos fundamentais para neutralizar o efeito do metanol no organismo.
Para proteger a população, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) emitiu orientações para que os Procons do país alertem os consumidores a solicitarem informações claras sobre a procedência das bebidas alcoólicas adquiridas. Aos fornecedores, a recomendação é garantir a qualidade e segurança dos produtos comercializados.
O Ministério da Saúde também reforçou o alerta para os sintomas da intoxicação, destacando que “a dor abdominal em cólica e alterações na visão podem indicar envenenamento por metanol.” O ministro Alexandre Padilha salientou que esses sintomas costumam aparecer entre 12 e 24 horas após o consumo do produto contaminado.
As autoridades seguem investigando os casos e ampliando as ações de fiscalização, buscando evitar novos envenenamentos e garantir a segurança dos consumidores.
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