Inca prevê que Brasil terá 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028
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A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) foi apresentada como base para orientar ações de saúde pública e dimensionar a demanda por prevenção, diagnóstico e tratamento.
Na apresentação dos dados, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o tema precisa estar no centro das prioridades. A avaliação do Inca indica que, com o avanço do problema, o câncer pode se tornar a principal causa de morte no país, à frente de outras doenças.
O levantamento também aponta diferenças regionais. Norte e Nordeste aparecem associados a tipos de tumor vinculados a falhas na prevenção e ao diagnóstico tardio, enquanto Sul e Sudeste concentram mais casos relacionados ao envelhecimento e a fatores do estilo de vida urbano, com maior peso para câncer de mama, próstata, cólon e reto.
Entre as mulheres, o câncer de mama segue como o mais frequente no país, com números próximos de 80 mil novos casos anuais.
Já o câncer do colo do útero permanece com alta ocorrência em parte do país, apesar de ser prevenível. A vacina contra o HPV está disponível no SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos e também para quem faz uso da PrEP. Especialistas relacionam a manutenção desse quadro a limitações no rastreamento e à cobertura vacinal.
Outro ponto destacado é o crescimento do câncer de cólon e reto, que figura entre os mais incidentes em homens e mulheres e, em algumas regiões, aparece como o tumor mais frequente entre homens.
Embora a estimativa trate de incidência, o Inca também reuniu números de mortalidade para contextualização. Com base em 2023, os cânceres de traqueia, brônquio e pulmão seguem como a principal causa de morte por câncer no Brasil, considerando homens e mulheres, mesmo com queda gradual.

