Justiça manda caso de ex-namorada de Dudu Camargo para vara de homicídios
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A morte da influenciadora Bárbara Jankavski Marquez, conhecida nas redes como “Barbie humana” e também chamada de “Boneca Desumana”, passou a ser tratada sob uma nova ótica pela Justiça de São Paulo. Em decisão recente, o caso deixou de tramitar em uma Vara Criminal comum e foi encaminhado à Vara do Júri, instância responsável pela análise de crimes contra a vida. A medida foi tomada após o entendimento de que existem elementos que podem indicar a ocorrência de um ato intencional, o que exigiria uma apuração mais aprofundada e específica.
O corpo de Bárbara, de 31 anos, foi encontrado dentro de um imóvel localizado na Lapa, Zona Oeste da capital, residência do defensor público Renato De Vitto, de 51 anos. Além dele, outras duas pessoas estiveram no local naquela noite. De acordo com as informações prestadas inicialmente, Renato relatou ter contratado a influenciadora para um encontro particular e que ambos teriam feito uso de drogas. Ele disse que a jovem adormeceu e, em seguida, não apresentou sinais de reação, mesmo após tentativas de reanimação até a chegada do socorro.
Família contesta e pede novas análises
Apesar de um laudo do Instituto Médico Legal indicar como causa da morte “choque cardiogênico, decorrente de intoxicação exógena aguda”, os advogados da família discordam do desfecho inicial. Eles alegam que as lesões encontradas no corpo, como marcas no pescoço, nas pernas e próximo aos olhos, não foram devidamente esclarecidas. Diante disso, avaliam a possibilidade de solicitar uma nova perícia ou até mesmo a exumação, além de criticarem a ausência de exames completos em quem esteve no imóvel, coleta de material genético e apreensão de celulares.
Em nota, a Defensoria Pública informou que Renato De Vitto “permanece sem exercer suas funções, encontrando-se em período regular de afastamento”. Enquanto o inquérito é concluído pela Polícia Civil, caberá agora ao Promotor e a um juiz do Tribunal do Júri decidir se a investigação será mantida como morte acidental ou se poderá ganhar novos rumos, incluindo a possibilidade de uma reabertura mais ampla do caso.


