Malafaia detona pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência
Contigo!

A pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República acendeu um novo sinal de alerta dentro do campo conservador e trouxe à tona divergências públicas entre aliados históricos do bolsonarismo. Em meio às articulações da direita para a eleição presidencial, o pastor Silas Malafaia, um dos principais apoiadores de Jair Bolsonaro, foi direto ao se posicionar contra o nome do filho do ex-presidente, avaliando que a escolha pode enfraquecer o grupo diante de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo Malafaia, o silêncio de integrantes do governo petista em relação a Flávio não é coincidência e revela um cálculo político. “Eu não vi ninguém do governo Lula atacar Flávio). Que coisa interessante. É como se dissessem: “É esse aí mesmo que nós queremos”. Uma chapa para ser combativa, para ganhar uma eleição, é Tarcísio e Michelle como vice”, afirmou o pastor ao Metrópoles. Para ele, a direita precisa apostar em nomes com maior capacidade de mobilização e enfrentamento eleitoral.
Na avaliação do líder religioso, uma eventual chapa encabeçada por Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, teria mais musculatura política se trouxesse Michelle Bolsonaro como vice. “A Michelle encarna (votos) mulheres, da direita, de evangélicos e é filha de nordestinos. Achei (candidatura de Flávio) um movimento errado. O Bolsonaro está emocionalmente debilitado porque é vítima de injustiça. Não vou engolir”, afirmou o pastor.
Essa não foi a primeira crítica de Malafaia. Logo após o anúncio da pré-candidatura, ele já havia demonstrado incômodo. “O amadorismo da direita faz a esquerda dar gargalhadas. Não estou falando nem contra e nem a favor de ninguém. Somente isto”, escreveu Malafaia nas redes sociais. Enquanto isso, pesquisa Genial/Quaest mostrou Flávio à frente de Tarcísio em cenário contra Lula, com 90% e 73% de intenção de voto, respectivamente, entre eleitores do grupo analisado.
A divisão pode custar caro à direita?
O embate público entre lideranças conservadoras indica que a definição de um nome único não será simples e pode impactar diretamente a competitividade eleitoral. A exposição de conflitos internos, somada à disputa por protagonismo, tende a dificultar a construção de um discurso coeso contra Lula. Caso a direita não consiga alinhar estratégia, alianças e narrativa, o racha pode afastar eleitores indecisos e reduzir as chances de sucesso em uma eleição marcada por polarização e forte simbolismo político.