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Pastor fundador de megaigreja admite abuso e é condenado após fazer silêncio
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Pastor fundador de megaigreja admite abuso e é condenado após fazer silêncio

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Contigo!
03/10/2025 18h29
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O pastor Robert Morris, de 64 anos, fundador da Gateway Church considerada uma das maiores megaigrejas evangélicas dos Estados Unidos admitiu em tribunal ter abusado sexualmente de uma menina de 12 anos na década de 1980. A confissão foi feita diante da juíza Cindy Pickerill, marcando o fim de décadas de espera por justiça.

De acordo com a NBC News, Morris foi condenado a 10 anos de prisão, mas cumprirá apenas seis meses na cadeia do condado como parte de um acordo judicial. Além disso, terá de se registrar oficialmente como agressor sexual e pagar US$ 250 mil (cerca de R$ 1,3 milhão) em indenização.

A vítima, Cindy Clemishire, hoje com 55 anos, compareceu ao tribunal acompanhada da família. Em lágrimas, ouviu Morris assumir a responsabilidade pelo abuso sofrido quando ela tinha apenas 12 anos. “Foram anos de dor e espera por este momento”, disse Cindy, segundo a reportagem.

O caso veio à tona em junho de 2024, quando Cindy decidiu expor publicamente o crime. Poucos dias depois, a Gateway Church anunciou que Morris estava se afastando de suas funções. À época, o pastor alegou ter cometido apenas uma “falha moral” com uma “jovem”, sem dar detalhes sobre a gravidade do ocorrido.

Antes do escândalo, Morris era considerado um dos líderes religiosos mais influentes do país, com forte presença política e midiática. Agora, sua carreira e imagem foram devastadas pela revelação do crime.

Por que o caso de Robert Morris repercute tanto nos EUA?

O escândalo envolvendo Morris ganha proporções maiores por ele ser um dos principais nomes do meio evangélico norte-americano. A Gateway Church, fundada em 2000, atrai dezenas de milhares de fiéis semanalmente e exerce grande influência em círculos religiosos e políticos.

A admissão de culpa expõe não apenas a queda de um líder religioso, mas também a discussão sobre como crimes sexuais cometidos por figuras públicas podem permanecer escondidos por décadas. Para especialistas, o caso de Morris pode encorajar outras vítimas a denunciarem abusos dentro de instituições religiosas.

 

Leia a matéria original aqui.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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