Carla Zambelli tem extradição recomendada pela Justiça Italiana
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A deputada federal brasileira Carla Zambelli, do PL-SP, encontra-se detida em Roma desde julho, após ter sido condenada a dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil. O Ministério Público da Itália emitiu parecer favorável à sua extradição, conforme divulgado pela Advocacia-Geral da União (AGU) nesta quarta-feira. A parlamentar foi sentenciada por sua participação em um ataque hacker aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), fugindo para a Itália logo após a condenação. Por estar na lista de procurados da Interpol, Zambelli foi presa em junho em um apartamento na capital italiana.
A decisão final sobre a extradição de Carla Zambelli dependerá do Ministério da Justiça italiano, já que o governo brasileiro enviou o pedido em junho, incluindo outra condenação da deputada, desta vez a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com uso de arma de fogo. A defesa da parlamentar manifestou que a decisão do Ministério Público não foi surpreendente, destacando que agora o processo administrativo terá início e ressaltando a importância dessa resposta.
A defesa de Zambelli criticou o acesso da AGU a informações do processo, questionando a origem dessas documentações e a divulgação por parte do órgão sem que a defesa tivesse tido acesso prévio. A deputada passou por três audiências de custódia e segue detida em regime fechado, sem recursos deferidos pela Justiça que permitam sua liberdade provisória ou prisão domiciliar. A Corte de Apelação de Roma rejeitou solicitações anteriores nesse sentido, alegando risco de fuga da parlamentar. Na tentativa de garantir cuidados de saúde adequados, a defesa ingressou com um pedido na Corte Interamericana de Direitos Humanos.
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