Defesa de Bolsonaro nega ligação com golpe e acusa delação de Mauro Cid de contradições em julgamento no STF
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O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro segue nesta quarta-feira (3) na 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Hoje foi a vez da defesa apresentar suas alegações finais. Os advogados afirmaram que Bolsonaro não praticou atos violentos relacionados ao 8 de janeiro nem participou da elaboração de minuta golpista, sustentando que ele não atentou contra a democracia.
A defesa rebateu as acusações da Procuradoria-Geral da República (PGR), que aponta o ex-presidente como articulador de uma tentativa de golpe de Estado. Segundo os advogados, o depoimento do ex-ajudante de ordens Mauro Cid é contraditório e não deveria servir como base de condenação. Eles também alegam não ter tido acesso a todas as provas do processo, incluindo o documento que previa a prisão de autoridades.
Outro ponto levantado foi o enquadramento jurídico das acusações. Os advogados afirmaram que não houve violência ou grave ameaça capaz de configurar os crimes de golpe de Estado e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Para eles, no máximo, Bolsonaro teria praticado atos preparatórios, e não executado os crimes atribuídos pela acusação.
A PGR, por sua vez, acusa Bolsonaro de cinco crimes, com penas que podem chegar a 43 anos de prisão. A decisão agora está nas mãos dos ministros da Primeira Turma do STF, que continuam a analisar o caso após as alegações finais.
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