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Erro em transplante faz homem receber fígado com câncer e desenvolver metástase
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Erro em transplante faz homem receber fígado com câncer e desenvolver metástase

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ICARO Media Group TITAN
16/10/2025 18h57
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Foi identificado um caso singular e raro em que um paciente do Sistema Único de Saúde (SUS) desenvolveu câncer no fígado transplantado meses após a cirurgia. Os exames revelaram que o tumor teve origem no órgão doador, e não no corpo do receptor. Segundo médicos especialistas, apesar de improvável, esse tipo de situação biologicamente é possível, não sendo decorrente de erro técnico. A presença de células cancerígenas microscópicas no momento da triagem e o subsequente crescimento durante a imunossupressão são considerados fatores que contribuíram para o desfecho incomum.

O paciente, identificado como Geraldo Vaz Junior, de 58 anos, diagnosticado anteriormente com hepatite C e cirrose hepática, recebeu um fígado em julho de 2023 por meio do Programa Proadi-SUS, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Meses após a bem-sucedida cirurgia, foram detectados nódulos no fígado transplantado, levando à descoberta do câncer. Mesmo com um novo transplante subsequente, a doença já havia evoluído para estágio avançado, com metástase pulmonar, e o paciente encontra-se em cuidados paliativos.

Segundo relatos da família, a identificação do câncer originado do órgão doado gerou questionamentos sobre o estado de saúde dos demais receptores, sendo informados de que estão sob monitoramento. A pesquisa detalhada realizada antes dos transplantes visa excluir doadores com suspeita de tumores, porém não é infalível, já que células malignas microscópicas podem passar despercebidas nos exames de triagem. A baixa incidência de transmissão de câncer por transplantes é estimada em menos de 0,03%, ressaltando que casos como o de Geraldo são exceções, e não a regra.

Especialistas destacam que o processo de transplante é, em geral, seguro e fundamental para salvar vidas. Embora casos de transmissão de doenças ou tumores sejam extremamente raros, eles podem ocorrer por limitações da medicina atual, e não necessariamente por falhas técnicas. Profissionais da área ressaltam que, mesmo com riscos mínimos, os transplantes continuam sendo procedimentos indispensáveis, realizados sob critérios rigorosos de triagem e seleção. Também reforçam que é preciso manter o equilíbrio entre segurança e agilidade, já que a escassez de órgãos pode comprometer o tratamento de pacientes em estado crítico.

No entanto, a família de Geraldo manifestou preocupação por não ter sido informada sobre os riscos de desenvolver neoplasias por meio do transplante. Maria Helena Vaz, esposa do paciente, destaca que, dadas as circunstâncias de saúde de Geraldo, ter conhecimento prévio do potencial risco teria influenciado a tomada de decisão. Até o momento, o Ministério da Saúde não enviou resposta sobre o caso, mantendo-se aberto para eventuais manifestações. É enfatizado que o direito à informação sobre possíveis riscos é essencial para os pacientes, contribuindo para uma melhor avaliação das opções de tratamento e procedimentos médicos.

 

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Este artigo foi criado por humanos via ferramenta de Inteligência Artificial e não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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