Ex-presidente da Coreia do Sul, que declarou Lei Marcial em 2024, é condenado a cinco anos de prisão
ICARO Media Group TITAN
O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, foi condenado nesta sexta-feira a cinco anos de prisão por obstrução da justiça e outras acusações relacionadas à declaração da Lei Marcial em dezembro de 2024. A sentença foi proferida pelo Tribunal Distrital Central de Seul e é menor do que os dez anos solicitados pela promotoria. Esta é a primeira de uma série de julgamentos enfrentados por Yoon, que ainda pode ser condenado à pena de morte em fevereiro se considerado culpado de insurreição. O ex-presidente terá que passar por mais sete julgamentos relacionados a diferentes acusações.
Além de obstrução da justiça, Yoon Suk-yeol também foi condenado por desobediência às autoridades que tentaram detê-lo e por suposta falsificação de documentos oficiais. O ex-presidente foi destituído do cargo após a imposição, por cerca de seis horas, da lei marcial em 2024. Yoon afirmou que a declaração da Lei Marcial foi um exercício legal de sua autoridade presidencial para alertar a população sobre o perigo do parlamento controlado pelos liberais, que, segundo ele, obstruíam as ações do governo. Os investigadores, por sua vez, interpretaram o decreto como uma tentativa de fortalecer e prolongar o próprio governo, acusando Yoon de rebelião, abuso de poder e outros crimes.
Até o momento, Yoon Suk-yeol não se manifestou publicamente sobre a sentença, mas tem sete dias para recorrer da decisão. O ex-presidente já havia sido alvo de impeachment e preso anteriormente. Sua defesa alega que o exercício dos poderes constitucionais de emergência não pode ser considerado um ato de insurreição, mas sim uma medida para proteger a nação e manter a ordem constitucional. Yoon está enfrentando um período de intensa pressão judicial e pode ter seu destino final decidido nos próximos julgamentos.
Quer ficar informado? Siga a TITAN no WhatsApp, Facebook, X, BlueSky e Threads