Família Vorcaro inflou fundos do Master com projeto de créditos de carbono
ICARO Media Group TITAN
A Alliance Participações, controlada por Henrique Moura Vorcaro e Natália Bueno Vorcaro Zettel, pai e irmã de Daniel Vorcaro, respectivamente, entrou no negócio adquirindo 80% dos direitos de negócios de carbono da propriedade.
As investigações mostram que Marco Antônio de Melo, suposto dono da fazenda em Apuí (AM), foi intermediário no acordo e recebeu como pagamento 2,5% das cotas do fundo New Jade II e 7,5% do fundo Biguaçu, ambos administrados pela Reag. A transação envolveu quantidades massivas de carbono estimadas na propriedade, sem lastro em mercado transparente.
Segundo relatório da Unesp, a propriedade indicava um estoque de 168,8 milhões de toneladas de CO₂, através de um método nunca antes utilizado em mercados reais. Isso resultou na valorização exorbitante das empresas: Golden Green passou a valer R$ 14,6 bilhões e Global Carbon chegou a ser estimada em R$ 31 bilhões.
As transações chamaram a atenção da Justiça devido à informação de que as terras são públicas e destinadas à reforma agrária, não podendo ser negociadas. A Polícia Federal abriu a Operação Carbono Oculto para investigar a suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo os fundos da Reag para a facção criminosa PCC.
Os Vorcaros afirmaram, por meio de seus advogados, que agem de boa-fé e de acordo com as normas de governança. Já Daniel Vorcaro nega participação na gestão ou nos processos técnicos dos fundos mencionados. José Bittencourt, o intermediário no acordo com a Alliance, mencionou um Termo de Ajustamento de Conduta em andamento com o Incra para resolver a questão fundiária do terreno.
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