Suspeito de fraude, ex-presidente do Rioprevidência é preso pela PF
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Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, foi preso nesta terça-feira (3) pela Polícia Federal e pela Polícia Rodoviária Federal em Itatiaia, no Sul do Rio de Janeiro. A prisão ocorreu durante a segunda fase da Operação Barco de Papel, que visa investigar suspeitas de gestão fraudulenta, desvio de dinheiro e corrupção no fundo dos servidores do estado do Rio de Janeiro. O ex-gestor renunciou ao cargo em 23 de janeiro, após uma operação da PF que apurou investimentos suspeitos no Banco Master.
A Polícia Federal também cumpriu 3 mandados de prisão temporária e 9 de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. Os mandados foram expedidos com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas. Na primeira fase da operação, em janeiro, foram identificadas movimentações suspeitas e a retirada de documentos do apartamento de Deivis, além da transferência de bens para terceiros.
O Rioprevidência informou ter realizado aportes próximos a R$ 1 bilhão em fundos do conglomerado de Daniel Vorcaro nos últimos anos. A PF aponta que essas operações supostamente irregulares "expuseram o patrimônio da autarquia a riscos elevados e incompatíveis com sua finalidade". As investigações agora focam em operações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, totalizando cerca de R$ 970 milhões em Letras Financeiras emitidas por banco privado.
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