O futuro do trabalho já começou — e só algumas carreiras devem sobreviver à IA
Anamaria

Você já se perguntou se a inteligência artificial no trabalho pode substituir a sua profissão? A dúvida, aliás, não é só sua. Cada vez mais, trabalhadores e estudantes sentem esse frio na barriga ao perceber que máquinas já realizam tarefas antes consideradas exclusivamente humanas.
No entanto, o alerta do neurocientista Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues traz um novo olhar sobre o tema. Segundo ele, o futuro do trabalho não será dominado apenas por quem domina tecnologia, mas por quem atua em áreas essenciais para a própria existência da IA — e da sociedade.
De acordo com o especialista, três campos concentram as maiores chances de sobrevivência: programação, biologia e energia. Em outras palavras, essas áreas sustentam tanto o funcionamento das máquinas quanto a vida humana, o que as torna estratégicas e difíceis de substituir.
Futuro do trabalho: as áreas que devem resistir à IA
O especialista explica que a programação funciona como a base de tudo. Afinal, alguém precisa criar, ajustar e supervisionar os sistemas. Por isso, mesmo com a automação, profissionais dessa área continuam indispensáveis.
O setor de energia ganha destaque. Sem eletricidade e infraestrutura energética, a tecnologia simplesmente não opera. Ou seja, quem trabalha com geração e distribuição de energia ocupa uma posição central no mundo moderno.
Por outro lado, a biologia aparece como um campo que exige interpretação humana profunda. Embora a IA ajude em análises, o entendimento dos sistemas vivos ainda depende da sensibilidade e da experiência humana.
Segundo Fabiano, essa tríade forma o que ele chama de “sustentabilidade existencial”. Portanto, quem atua nesses setores tende a ter mais estabilidade no futuro do trabalho.
O fator humano ainda faz diferença
Mesmo com o avanço da inteligência artificial no trabalho, algumas profissões seguem firmes justamente por causa do fator humano. A psicologia é um exemplo claro. Isso porque o acompanhamento emocional exige empatia real — algo que a tecnologia ainda não consegue reproduzir totalmente.
A educação básica também se mantém relevante. Professores não apenas transmitem conteúdo, mas ajudam na formação social e emocional das crianças. Nesse sentido, a escola continua sendo um espaço insubstituível.
Ainda que a tecnologia avance rapidamente, especialistas defendem que habilidades humanas — como comunicação, empatia e adaptação — serão cada vez mais valorizadas. Portanto, desenvolver essas competências pode ser um diferencial importante.
Como se preparar para o novo cenário
Diante desse cenário, o melhor caminho não é o medo, mas a adaptação. Em vez de resistir à mudança, vale buscar qualificação e entender como a tecnologia pode ser uma aliada.
Além disso, investir em áreas estratégicas ou desenvolver habilidades complementares pode abrir novas oportunidades. Afinal, o mercado não está apenas eliminando funções — ele também está criando outras.
Resumo: A inteligência artificial já impacta o mercado, mas nem todas as profissões estão ameaçadas. Áreas como programação, biologia e energia devem resistir. Além disso, carreiras que envolvem empatia, como psicologia e educação, seguem relevantes. Adaptar-se será essencial.
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