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Novo estudo sugere rota inédita para buscar vida extraterrestre
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Novo estudo sugere rota inédita para buscar vida extraterrestre

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Aventuras Na História
01/12/2025 16h19
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A discussão sobre a possibilidade de vida extraterrestre é levada a sério por diversos cientistas — e, nos últimos anos, equipes vêm analisado o cosmos em busca de “tecnomarcadores”, como emissões de rádio, pulsos laser e outros indícios tecnológicos que possam sugerir a presença de civilizações alienígenas. No entanto, determinar onde e quando focar essas investigações é um verdadeiro desafio.

Recentemente, porém, uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, em parceria com o Laboratório da NASA, apresentou uma abordagem inovadora. De acordo com o portal DW, o estudo apresentado por esses cientistas propõe que ao invés de conjecturar como os extraterrestres poderiam se comunicar, devemos entender como nós, seres humanos, fazemos isso. A partir da análise dos dados de transmissões interplanetárias, a equipe elaborou um mapa que pode redefinir a forma como buscamos sinais alienígenas no espaço.

Comandada pelo astrônomo e astrofísico Pinchen Fan, a pesquisa avaliou 20 anos de dados coletados pela Rede de Espaço Profundo (DSN) da NASA. Este sistema, que opera globalmente desde 2005 até 2025, é fundamental para a comunicação com sondas e rovers em diversas missões interplanetárias.

Transmissões humanas

Os resultados obtidos foram notáveis: as transmissões humanas não se dispersam aleatoriamente pelo Universo. Os pesquisadores descobriram que 79% das mensagens enviadas para o espaço profundo estão concentradas em uma faixa de apenas 5 graus do plano orbital da Terra. Segundo os cientistas, isso ocorre porque o sistema solar é bastante plano e a maioria dos planetas orbita dentro desse mesmo ângulo. Assim, as comunicações feitas pela DSN tendem a seguir um caminho previsível.

A pesquisa sugere que a pegada radioelétrica da humanidade é semelhante a uma estrada cósmica, estabelecendo trajetórias claras nas nossas transmissões. Marte se destaca como o principal alvo dessas comunicações; durante os períodos em que Terra e Marte estão alinhados, há um aumento substancial nas emissões.

A taxa de atividade nas transmissões atinge cerca de 77% durante esses alinhamentos, representando aproximadamente nove meses anuais em que as mensagens estão ativas. Isso implica que uma civilização alienígena localizada em uma posição favorável teria uma probabilidade 400 mil vezes maior de captar nossos sinais do que observando aleatoriamente o cosmos.

Seguindo essa lógica, os pesquisadores sugerem que as buscas por vida extraterrestre deveriam concentrar-se em exoplanetas localizados dentro do mesmo plano orbital. A identificação desses planetas poderia aumentar significativamente as chances de detectar tecnomarcadores.

Estudos indicam que transmissões típicas poderiam ser captadas a até 7 parsecs (aproximadamente 23 anos-luz) com as tecnologias atuais. Nesse raio existem 128 sistemas estelares conhecidos, todos potencialmente capazes de abrigar civilizações capazes de perceber nossa atividade radioelétrica. Os autores do estudo também afirmam que se civilizações alienígenas utilizarem redes semelhantes à DSN, suas transmissões poderiam ser detectadas nessas proximidades.

Novo telescópio

Com o lançamento em breve do telescópio espacial Nancy Grace Roman, os cientistas esperam identificar até cem mil novos exoplanetas, ampliando consideravelmente a área potencial para novas pesquisas.

Embora exista a possibilidade de que civilizações extraterrestres utilizem lasers ao invés de ondas de rádio, sendo estes mais direcionais e difíceis de serem acidentalmente detectados, atualmente os sinais de rádio seguem sendo as manifestações mais perceptíveis da tecnologia humana no universo.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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