Revelada a causa da morte da Rainha da Cavalgada, de 16 anos
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A morte precoce de Gabrielly Moreira, de apenas 16 anos, conhecida como a Rainha da Cavalgada em Pedra Branca (CE), comoveu o Brasil e levantou diversas dúvidas sobre as circunstâncias em que tudo aconteceu. Agora, o laudo da necrópsia trouxe respostas e revelou a verdadeira causa da morte da jovem, colocando fim a especulações.
Segundo informações divulgadas pelo G1, a perícia apontou que Gabrielly morreu em decorrência de um engasgo. O exame constatou a presença de alimentos em sua traqueia, o que impediu a respiração. A família confirmou essa versão e destacou que as escoriações encontradas no corpo da adolescente foram provocadas por tentativas de primeiros socorros realizadas pelos amigos que estavam com ela no momento do incidente.
Em entrevista ao UOL, o pai da vítima explicou que os amigos imaginaram que Gabrielly estivesse sofrendo um ataque cardíaco. Por isso, realizaram massagens e posicionaram a jovem de forma equivocada, o que acabou gerando marcas no corpo. No entanto, os peritos reforçaram que essas lesões não tiveram influência no óbito. Com isso, os investigadores descartaram qualquer possibilidade de feminicídio ou violência sexual. Ainda assim, o laudo toxicológico segue em andamento para complementar a investigação.
Gabrielly morreu no dia 19 de setembro, após passar a noite em um bar com amigos. Horas depois, eles procuraram os pais da jovem para informar que ela havia passado mal e estava recebendo atendimento do Samu em uma construção. Infelizmente, quando a família chegou, Gabrielly já não tinha sinais vitais.
Carismática e querida em sua cidade, a adolescente foi eleita Rainha da Cavalgada em 2024 e novamente em 2025, além de já ter sido Princesa em edições anteriores. Sua morte gerou homenagens de diversas entidades locais, que ressaltaram sua alegria e brilho.
O que a morte da Rainha da Cavalgada revela sobre primeiros socorros?
O caso de Gabrielly Moreira reacende o debate sobre a importância do preparo em situações emergenciais. Segundo especialistas, em episódios de engasgo, a primeira manobra indicada é a de Heimlich, e não a massagem cardíaca. A confusão dos amigos em reconhecer os sinais corretos pode ter dificultado ainda mais o socorro. Embora não tenha havido negligência intencional, o episódio reforça a necessidade de ampliar campanhas educativas sobre primeiros socorros, especialmente entre jovens, para que tragédias semelhantes possam ser evitadas no futuro.
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