Joanete: médica explica causas e formas de tratamento
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Comum a partir dos 50 anos, o joanete é uma condição que afeta principalmente o público feminino, com uma média de nove casos entre mulheres para cada homem. Muitas, contudo, desconhecem as causas por trás do incômodo nos pés ou as opções de intervenção e acabam apenas escondendo o problema, em vez de tratá-lo. De acordo com a ortopedista e traumatologista Marina Melhado, esse comportamento aumenta o risco de agravamento do quadro, podendo torná-lo debilitante.
“Mais do que uma questão estética, o joanete pode comprometer a mobilidade, causar dor intensa e limitar o uso de calçados. Entender por que ele surge e como evolui é essencial para evitar agravamentos e buscar tratamentos eficazes”, apontou para o site ‘Brazil Health’.
O que é o joanete?
A especialista explica que a enfermidade, também conhecida como hálux valgo, ocorre quando há um desvio do dedão em direção aos outros dedos, o que aumenta a pressão sobre o osso da parte interna do pé. Essa alteração, localizada na articulação, é provocada principalmente pela predisposição genética. Ou seja, o formato do pé tende a influenciar o diagnóstico.
Outros fatores, contudo, podem acelerar o aparecimento do joanete, como o uso de calçados apertados, de bico fino ou com salto alto. Isso ocorre porque esses sapatos intensificam a força aplicada sobre a região. Hiperpronação e algumas formas de artrite também contribuem para o desalinhamento da articulação e aumentam a proeminência óssea.
Geralmente, mesmo após o aparecimento do osso, os sintomas demoram a se manifestar. Com o tempo, no entanto, inflamação local, vermelhidão e dores passam a incomodar devido ao atrito constante entre o calçado e o calo. “Em casos mais avançados, a articulação perde mobilidade, e até caminhadas curtas podem se tornar desconfortáveis”, afirmou a profissional.
Tratamentos
Por isso, é importante não ignorar os primeiros sinais e procurar auxílio médico para evitar o agravamento do desvio. Segundo Melhado, as intervenções começam pela escolha de modelos de sapatos mais largos, macios e com bico arredondado. Essa substituição permite alívio imediato da dor. Além disso, a especialista também recomenda o uso de palmilhas e suportes ortopédicos para corrigir a pisada e distribuir melhor a pressão no pé.
Quando a mobilidade já foi afetada, fisioterapia e infiltrações com medicamentos podem ajudar a reduzir o incômodo e fortalecer a musculatura, auxiliando na caminhada. Para ocorrências mais graves, dependendo do nível da dor e do grau de deformidade, a cirurgia também se torna uma opção. Entretanto, a fim de definir a melhor forma de tratar o joanete, é necessário consultar um profissional especializado.
“O joanete não precisa ser motivo de sofrimento permanente. Com diagnóstico adequado e medidas personalizadas, é possível controlar a dor, desacelerar a progressão e, quando indicado, corrigir a deformidade com excelentes resultados“, aconselhou a médica.
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