Mais da metade dos casos de câncer colorretal são identificados tardiamente; veja sintomas
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Um novo levantamento da Fundação do Câncer aponta que mais de 60% dos casos de câncer colorretal no Brasil são identificados em estágios avançados. A detecção tardia da doença, que está entre os tumores que mais matam no mundo, dificulta os tratamentos e reduz significativamente as chances de cura.
Descobertas sobre o diagnóstico de câncer colorretal
A pesquisa ‘Câncer colorretal no Brasil – O desafio invisível do diagnóstico’ analisou 177 mil casos registrados em hospitais públicos e privados do país no intervalo de 2013 a 2022. Assim, foi possível identificar não somente o aumento da descoberta em fases metastáticas, como a faixa etária predominante entre os pacientes: pessoas com 50 anos ou mais.
Além disso, o estudo apontou uma relação entre a maior incidência de câncer colorretal e o tabagismo. Isso porque, nas regiões com número elevado de fumantes, como Florianópolis, Porto Alegre, Curitiba e Campo Grande, a quantidade de casos também é significativa. Os pesquisadores associaram ainda o crescimento dos diagnósticos à obesidade, já que, em capitais como Rio de Janeiro e São Paulo, as taxas de ocorrência do tumor foram tão altas quanto as de sobrepeso.
Para o epidemiologista e coordenador da pesquisa, Alfredo Scaff, os dados reforçam a necessidade de o sistema de saúde nacional incentivar exames preventivos. “Hoje o Brasil faz rastreamento oportunístico, ou seja, quando o paciente procura uma unidade de saúde. Precisamos fazer um rastreamento populacional e pensar em diminuir a idade do diagnóstico, de 50 para 40 anos. Os Estados Unidos fizeram isso com sucesso e baixou em cerca de 30% a mortalidade por câncer colorretal”, explicou em comunicado.
Saiba como identificar a doença
Portanto, para evitar a detecção tardia e possibilitar um tratamento adequado, especialistas recomendam procurar ajuda médica ao surgirem os primeiros sintomas. O câncer colorretal, também conhecido como câncer de cólon, muitas vezes não apresenta sinais claros no início. Mas, quando demonstra, costuma afetar principalmente o sistema digestório, causando mudanças nos hábitos intestinais, como diarreia ou constipação.
Ademais, pode acarretar dores abdominais, cansaço excessivo, perda de peso repentina e sangramento ou incômodos ao evacuar. A cor, a consistência e o formato das fezes também tendem a se alterar. Esses sintomas, assim como casos de anemia sem explicação aparente, devem ser investigados por profissionais. No entanto, mesmo sem sinais prévios, a indicação é realizar exames específicos a partir dos 45 anos.
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