O que muda no corpo quando tiramos o açúcar da alimentação? Confira!
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Doces, refrigerantes, ultraprocessados, xaropes, mel e sucos industrializados: todos eles têm algo em comum além do sabor agradável. Eles carregam açúcar adicionado, ingrediente que está por trás de desequilíbrios que vão do metabolismo ao humor. Reduzir ou eliminar esse tipo de açúcar gera mudanças rápidas e perceptíveis no corpo. E não estamos falando de “milagre”, mas de mecanismos fisiológicos reais.
O ponto central é: glicose é essencial para viver. O cérebro, por exemplo, depende quase exclusivamente dela. Portanto, cortar açúcar adicionado não significa abolir carboidratos, muito menos retirar a principal fonte de energia do organismo.
Por que exageramos tanto no açúcar?
A resposta está no combo: preço baixo + palatabilidade + indústria de ultraprocessados. Com o processamento dos carboidratos, produtos ficaram mais doces, mais baratos e mais viciantes. Alimentos com alto índice glicêmico elevam a glicose no sangue de forma abrupta, exigindo esforço extra do pâncreas e aumentando riscos metabólicos.
Consumo frequente de açúcar adicionado está ligado à obesidade, diabetes tipo 2, pressão alta, síndrome metabólica, fígado gorduroso, inflamação crônica, acne e dermatites, cáries disbiose intestinal, alterações de humor e ansiedade, maior risco de alguns tipos de câncer e cirrose hepática de origem metabólica.
O que muda no corpo quando o açúcar adicionado é retirado
1. A gordura corporal e visceral diminui
O açúcar simples é absorvido rapidamente e tende a ser estocado como gordura, especialmente na região visceral – aquela que envolve os órgãos e aumenta o risco de doenças metabólicas. Ao reduzir o açúcar adicionado, o corpo retoma sua capacidade de regular a estocagem de gordura.
2. A energia estabiliza (após a fase de adaptação)
Nos primeiros dias, podem surgir sintomas como irritabilidade, cansaço e a famosa “fome de doce”. Isso acontece porque o cérebro sente a queda da dopamina associada ao açúcar. Depois da adaptação, a energia se torna mais constante – desde que os carboidratos complexos continuem no prato.
3. O humor se equilibra
O açúcar ativa o sistema de recompensa cerebral. Quando saímos desse ciclo, o organismo precisa se reorganizar. Após alguns dias, o humor se estabiliza e fica menos dependente de picos glicêmicos.
4. A inflamação cai
Dietas ricas em açúcar estão ligadas a inflamação crônica, um fator importante no desenvolvimento de diversas doenças. Ao cortar o excesso, o corpo consegue controlar melhor processos inflamatórios e promover equilíbrio metabólico.
5. A sensibilidade à insulina melhora
Com menos açúcar circulando, o pâncreas trabalha com menos sobrecarga. Isso reduz risco de diabetes tipo 2, doença hepática gordurosa, obesidade e problemas cardiovasculares. Quem já tem diabetes costuma notar melhora no controle da glicemia.
6. O sono fica mais regular
Oscilações bruscas de glicose bagunçam o ciclo sono-vigília. Com menos açúcar, a energia ao longo do dia se mantém mais estável, e a qualidade do sono tende a melhorar.
Carboidrato não é vilão
Mas de onde vem a glicose que realmente importa? Mesmo sem açúcar adicionado, o corpo continua recebendo energia de fontes naturais: carboidratos complexos (arroz integral, batata, mandioca, feijões, lentilha, milho), frutas, vegetais e laticínios.
Como reduzir açúcar sem sofrimento
- Aposte em alimentos integrais e ricos em fibras;
- Troque sobremesas por frutas frescas ou secas;
- Leia rótulos – açúcar aparece com mais de 50 nomes diferentes;
- Prefira receitas caseiras;
- Mantenha-se hidratado;
- Não faça dietas extremamente restritivas.
A ideia não é criar culpa, e sim consciência.
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