Brasil elimina transmissão do HIV de mãe para filho e recebe reconhecimento da OMS
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu oficialmente o Brasil pela eliminação da transmissão vertical do HIV, que ocorre da mãe para o bebê durante a gestação, o parto ou a amamentação. O feito coloca o país em destaque no cenário internacional, ao reduzir esse tipo de infecção a níveis considerados irrelevantes para a saúde pública, com taxas inferiores a 2% entre gestantes que vivem com HIV.
O resultado é fruto de décadas de políticas públicas voltadas à saúde materno-infantil e do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). O Brasil avança de forma consistente rumo à eliminação completa da transmissão vertical, que hoje ocorre apenas de maneira residual. A estrutura do sistema de saúde, especialmente o acompanhamento pré-natal, teve papel central nesse reconhecimento internacional.
A ampla cobertura do pré-natal, com testagem sistemática para HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis, possibilita o diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento, reduzindo de forma significativa o risco de transmissão e garantindo maior segurança para mães e bebês.
Outro fator decisivo foi a oferta universal e gratuita de medicamentos antirretrovirais pelo SUS. Quando utilizados corretamente, esses medicamentos impedem a transmissão do vírus, tanto para o bebê quanto para parceiros sexuais, além de assegurar qualidade de vida e proteção à saúde das gestantes.
O reconhecimento da OMS destaca não apenas os resultados clínicos alcançados, mas também a efetividade das políticas públicas brasileiras, que conseguiram manter taxas extremamente baixas e sustentadas de transmissão vertical do HIV, abaixo dos limites internacionais considerados relevantes para a saúde coletiva.
