SUS vai oferecer tratamentos hormonais para a endometriose
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O Sistema Único de Saúde (SUS) vai oferecer dois tratamentos hormonais para endometriose até o final de 2025. O DIU-LNG e o desogestrel serão oferecidos como opções para combater o crescimento do endométrio fora do útero. As portarias que regulamentam a inclusão desses medicamentos foram publicadas no final do mês de maio, autorizando sua prescrição e distribuição. O prazo estabelecido para a viabilização gratuita desses tratamentos pelo SUS é de até 180 dias a partir das datas de publicação das portarias, ou seja, até o final de 2025.
Os sintomas da endometriose incluem cólicas menstruais intensas, dores abdominais fora do período menstrual, além de desconforto nas relações sexuais e sintomas urinários e intestinais. A doença também pode impactar a fertilidade feminina, sendo uma das principais causas de infertilidade em mulheres em idade reprodutiva.
No que diz respeito aos tratamentos disponíveis, o SUS já oferece abordagens clínicas e cirúrgicas para a endometriose. A terapia hormonal, como o uso de progestágenos, contraceptivos orais combinados e análogos de GnRH, faz parte do tratamento clínico. Além disso, analgésicos e anti-inflamatórios são utilizados para controlar a dor associada à doença.
A endometriose é uma condição inflamatória crônica que afeta entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Globalmente, estima-se que cerca de 10% das mulheres sofram com essa doença, totalizando mais de 190 milhões de pessoas conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Segundo o Ministério da Saúde, o SUS oferece atendimento integral a pacientes com endometriose. Entre 2022 e 2024, houve um aumento de 30% na assistência ao diagnóstico da doença na Atenção Primária. Na Atenção Especializada, os atendimentos cresceram 70%, passando de 31.729 em 2022 para 53.793 em 2024. Entre 2023 e 2024, foram registrados 85,5 mil atendimentos. As internações também aumentaram: de 14.795 em 2022 para 19.554 em 2024 - um crescimento de 32%. No total, foram 34,3 mil internações no período.
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