P. Diddy é condenado a 4 anos de prisão por crimes sexuais
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O rapper e empresário Sean “Diddy” Combs foi sentenciado a 50 meses (4 anos e 2 meses) de prisão nesta sexta-feira por dois crimes relacionados à prostituição, concretizando uma das decisões judiciais mais controversas da carreira do artista. A sentença foi proferida pelo juiz Arun Subramanian, da Corte Distrital de Manhattan, após o veredito de culpa confirmado em julho, que o considerou responsável por transportar pessoas através de fronteiras estaduais para encontros sexuais, frequentemente organizados em festas com drogas e participação de suas ex-parceiras.
Durante o julgamento, Combs foi absolvido de acusações mais graves, como de tráfico sexual e conspiração de contravenção (racketeering). Ainda assim, a pena aplicada reconhece que seus atos ultrapassaram o âmbito de simples consensualidade, segundo o entendimento da acusação e da própria corte. Além da prisão, ele deverá pagar multa de US$ 500 mil (2,5 milhões de reais) e cumprir cinco anos de liberdade supervisionada ao término da pena.
Crimes de Diddy
Em seus breves discursos no tribunal, Combs expressou arrependimento profundo: chamou seus atos de “disgusting, shameful and sick” (repugnantes, vergonhosos e doentios), reconheceu que perdeu controle de sua vida e declarou estar pronto a buscar ajuda para seus vícios. Também pediu perdão às vítimas, entre elas Cassie Ventura e outra mulher que testemunhou sob pseudônimo — a quem dirigiu palavras de responsabilidade e desejo de reconstrução.
A sentença foi bem recebida pelo júri, mas também gerou forte repercussão nas redes e na mídia. Enquanto a defesa pleiteava uma pena de 14 meses — argumentando que Combs já cumpriu tempo em custódia —, os procuradores buscavam algo próximo a 11 anos, citando seu histórico de violência doméstica e uso de poder para manipular e coagir. O juiz entendeu que, embora a conduta não se equipare aos crimes dos quais ele foi absolvido, ainda justificava uma punição significativa para quebrar o padrão de abuso e intimidação.
Testemunhos impactantes durante o julgamento detalharam episódios de agressão, controle emocional e uso de recurso financeiro e simbólico para subjugar mulheres, inclusive em “freak offs” filmados. Cassie Ventura, que teve relação pessoal longa com Combs, questionou sua postura em declaração emocionada e ressaltou que sua libertação precoce poderia representar risco para outras vítimas.

