Anvisa autoriza uso de Mounjaro para tratamento de apneia em pacientes obesos
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso do medicamento Mounjaro, que já era utilizado para tratar diabetes tipo 2 e obesidade, como opção terapêutica para pacientes com quadros moderados a graves de apneia obstrutiva do sono e obesidade. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira.
A liberação do Mounjaro, também conhecido como tirzepatida, foi embasada em um estudo clínico de fase 3 conduzido pela empresa fabricante, Eli Lilly. O medicamento mostrou-se cinco vezes mais eficaz do que o placebo na redução de interrupções respiratórias em pacientes obesos com apneia obstrutiva do sono que não utilizavam o aparelho de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) para facilitar a respiração durante a noite.
Durante o estudo, os pacientes que receberam tirzepatida apresentaram uma média de 27 interrupções respiratórias a menos por hora em comparação com apenas cinco interrupções a menos por hora no grupo que utilizou placebo. Além disso, os adultos que usaram o Mounjaro e o CPAP registraram 30 interrupções respiratórias a menos por hora, enquanto aqueles que usaram placebo apresentaram apenas seis interrupções a menos por hora.
Após um ano de tratamento com o medicamento, 42% dos pacientes que fizeram uso da tirzepatida tiveram uma regressão de seus quadros de apneia, mostrando uma melhora significativa. Em relação à perda de peso, os participantes que receberam Mounjaro durante o estudo perderam em média 20,4 kg, representando 18% do peso corporal, enquanto aqueles que utilizaram o medicamento em conjunto com o CPAP perderam cerca de 22,7 kg, equivalente a 20% do peso.
O Mounjaro, além de oferecer benefícios no tratamento da apneia obstrutiva do sono, também auxiliou na melhora de outros sintomas relacionados à condição, como ronco, sonolência diurna, cansaço, entre outros. Com a aprovação da Anvisa, os pacientes obesos com apneia obstrutiva do sono moderada a grave agora têm mais uma alternativa terapêutica para lidar com essa condição que pode acarretar complicações graves, como AVC e arritmias.
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