Com menos de um mês, primeiro-ministro da França renuncia ao cargo
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O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, renunciou de maneira repentina nesta segunda-feira (6), menos de um mês após assumir o cargo. Lecornu foi nomeado pelo presidente Emmanuel Macron em 9 de setembro, tornando-se o quinto premiê do segundo mandato de Macron. Sua nomeação ocorreu após o ex-primeiro-ministro François Bayrou perder um voto de confiança no Parlamento. A renúncia de Lecornu surpreendeu a todos, ocorrendo apenas 14 horas depois que ele anunciou seu novo gabinete. A rápida renúncia sem precedentes provocou uma queda nas ações francesas e no euro, aprofundando ainda mais a crise política no país.
A instabilidade política na França se intensificou devido à crise econômica que assola o país, sendo a França a nação mais endividada da União Europeia. Marine Le Pen, líder do partido de extrema direita Reunião Nacional (RN), defendeu a convocação de eleições legislativas antecipadas após a renúncia de Lecornu. Com apenas 39 anos, Lecornu foi o ministro da Defesa mais jovem da história francesa e arquiteto de um plano de reforço militar até 2030. Ele se destacou por sua atuação no controle da revolta dos coletes amarelos durante o "grande debate" de Macron, antes de se unir ao movimento centrista em 2017.
A renúncia de Lecornu desencadeou uma reação em cadeia no cenário político francês, com Marine Le Pen argumentando que a dissolução da Assembleia Nacional se tornou imperativa para restabelecer a estabilidade. A pressão dos partidos políticos, aliada à insatisfação de oponentes e aliados com a composição do novo gabinete, contribuiu para a inesperada decisão de renúncia do primeiro-ministro. As ações do setor bancário sofreram forte impacto com a notícia, com queda significativa nas ações do BNP Paribas, Société Générale e Crédit Agricole. Aprofundando ainda mais a crise política, a França enfrenta um cenário de parlamento fragmentado e ausência de uma maioria clara, tornando incerto o futuro político do país.
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