Desemprego no Brasil renova recorde com taxa de 5,2% em novembro
ICARO Media Group TITAN
No trimestre encerrado no último mês de novembro, o desemprego no Brasil atingiu o menor índice da série histórica, com uma taxa de 5,2%. Os dados foram divulgados pelo IBGE e surpreenderam os analistas de mercado, que previam estabilidade em 5,4%.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), o número de desempregados chegou a 5,644 milhões de pessoas, sendo o menor registro absoluto de pessoas em busca de trabalho desde o início da pesquisa. Por outro lado, o número de ocupados alcançou o maior patamar da série histórica, totalizando 103 milhões, com uma taxa de ocupação de 59,0%.
A coordenadora da Pnad, Adriana Beringuy, destacou que a manutenção do alto contingente de trabalhadores ao longo de 2025 contribuiu para reduzir significativamente a taxa de desocupação, gerando um ambiente menos pressionado para busca de emprego.
Além disso, o aumento da ocupação refletiu no crescimento da renda média dos trabalhadores brasileiros, que atingiu o valor recorde de R$ 3.574, registrando um aumento de 1,8% no trimestre e de 4,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento dos rendimentos nos setores de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas.
A massa de rendimento real habitual também alcançou seu maior nível, atingindo R$ 363,7 bilhões, com altas de 2,5% no trimestre e de 5,8% em relação ao ano anterior. Segundo Beringuy, a combinação do crescimento do mercado de trabalho e da renda dos trabalhadores tem impulsionado a massa de rendimento do trabalho na economia.
A taxa de subutilização, que engloba desocupados, subocupados por insuficiência de horas e desalentados, também apresentou queda, atingindo 13,5%, o menor patamar da série histórica. A taxa de informalidade, por sua vez, recuou para 37,7%, em comparação com o trimestre móvel anterior. Enquanto o número de trabalhadores com carteira assinada se manteve estável em 39,4 milhões, os trabalhadores por conta própria atingiram o número recorde de 26 milhões.
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