A neurociência e as festas de fim de ano
Tecmundo

Quem é você nas festas de fim de ano? A pessoa que começa a organizar as decorações já em novembro ou a pessoa que deixa tudo para o último segundo e enfrenta filas e mais filas atrás dos presentes e preparativos?
Essa pode ser a época mais esperada do ano, cheia de significado, brilho e magia natalina, para outros, apenas o encerramento de mais um período de 365 dias. Independentemente de qual seja seu perfil natalino, o cérebro de cada um de nós pode desencadeando cascatas de eventos e influenciando como interpretamos essa época.
Dopamina, ocitocina e cortisol podem ser liberados no organismo pela simples menção ou visualização de itens que lembrem o Natal e, segundo estudo de 2015, até mesmo uma espécie de "espírito natalino" pode ser mapeado no cérebro. Pegue suas decorações de Natal e vamos festejar as luzes que acendem no seu córtex somatossensorial!
Nesses casos, a sensação, memórias evocadas e o "espírito natalino" surgem em um brinde de ativações neuronais e estímulos para liberação de drinks hormonais ligados à felicidade, "amor", recompensa e bem-estar.
No entanto, como vimos em Grinch, nem sempre o Natal pode ser legal. Nesses casos, ao invés de nos sentirmos bem, podemos experimentar sensação de angústia, tristeza, estresse, e piora de sintomas relacionados à saúde mental.
Eventos traumáticos não relacionados ao Natal, mas que ocorreram em data próxima às festas de fim de ano, também podem contribuir para que o "espírito natalino" mapeado por Haddock seja modificado, alterando as áreas de ativação cerebral, ou ainda, desencadeando a liberação de cortisol, ligado ao estresse.
A neurociência em um resgate de Natal
Seria bastante simplista dizer que há cura para a falta do espírito natalino, assim como dizer que não há. Todos estamos ligados a tradições, seja pela comemoração ou não das festas de fim de ano.
Mudar alguns fatores relacionados à vida e a vivência das pessoas pode trazer a elas algum novo significado para a comemoração das datas tradicionais. Desse modo, algum tipo de resolução seria alcançada. Contudo, a contrapartida também é possível, fazendo com que a data antes esperada com afinco se torne um transtorno e execrável.
Não temos na neurociência uma resposta concreta de como essas modificações ocorrem de fato, mas sabemos que está ligado a como encaramos os acontecimentos que permeiam nossa vida.
Você não precisa ser curado da falta de "espírito natalino", mas pode experimentar ter um bom momento, em um fase que o ano se encerra e novas perspectivas podem ser traçadas para o ano seguinte.
Mesmo que para você as festas de fim de ano não sejam interessantes, talvez te chame atenção saber como a física quântica explica as entregas do Papai Noel. Seria ele um elétron? Boas festas e cuidado com rolhas voadoras!

