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Crianças e jovens utilizam IA para desabafar e buscar conselhos; veja os riscos
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Crianças e jovens utilizam IA para desabafar e buscar conselhos; veja os riscos

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Bons Fluidos
22/10/2025 19h08
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Na era digital, a interação jovem com tecnologias avançadas, especialmente a inteligência artificial (IA), tem se intensificado a cada dia. Uma pesquisa conduzida pelo Cetic.br destaca a relevância desse fenômeno e também toca em questões que preocupam autoridades e especialistas do ensino infantil:  que   uma em cada dez crianças e adolescentes no Brasil já utilizou ferramentas de IA gerativas para tratar de problemas emocionais ou pessoais.

O estudo, intitulado TIC Kids Online Brasil, realizou entrevistas com 2.370 crianças e adolescentes de 9 a 17 anos e seus responsáveis, entre março e setembro de 2025.

O levantamento sugere que 65% dessa faixa etária já fez uso de inteligência artificial, com o principal propósito relacionado a pesquisas ou tarefas escolares. No entanto, há um número significativo de jovens que usam essas ferramentas como um canal para desabafar suas emoções ou buscar conselhos sobre questões pessoais. Esta tendência é perceptível especialmente entre adolescentes de 15 a 17 anos, com 16% deles utilizando IA para tal fim, enquanto entre os de 13 e 14 anos, a proporção se mantém em 12%.

Quais os riscos envolvidos no uso de IA por crianças e jovens?

Quando eu leio esse tipo de notícia, a primeira reação é perguntar: cadê os amigos dessa criança? Cadê a turma deste jovem? Era entre eles que eu desabafava (e desabafo), falava sobre angústias e questões da vida. Era entre os meus que o amparo vinha. Com um ombro amigo, literalmente, chorava (e choro) as pitangas mais azedas do cotidiano. Alguns continuam até hoje no meu caminho. Mesmo com a facilidade digital, nada se compara ao ‘olho no olho’. Mas isso é tema para uma outra conversa…

Fico assustada com o uso de ferramentas como chatbots para aconselhamento emocional entre adolescentes. Pelo que entendi, é tendência. No entanto, essa prática (claro) levanta preocupações. Especialistas destacam que a tecnologia, embora inovadora, ainda possui falhas e limitações que podem levar a consequências indesejadas e conselhos que podem colocar em perigo a vida desta criança. Por exemplo, existem riscos associados ao recebimento de informações falsas ou conselhos prejudiciais, especialmente em tópicos delicados como a automutilação.

Para a coordenadora desse estudo, Luisa Adib, é importante adotar uma visão crítica em relação a esse uso da tecnologia. É fundamental reconhecer que, apesar de parecer recurso natural aos jovens, a IA ainda é uma invenção emergente. Portanto, há uma demanda urgente por maior conscientização sobre suas limitações, visando proteger os jovens de possível desinformação e prejuízos emocionais.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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