Canudo biodegradável desenvolvido pela UEPB detecta metanol em bebidas
ICARO Media Group TITAN

Um canudo descartável inovador, capaz de identificar a presença de metanol em bebidas destiladas, está prestes a chegar ao mercado pelo valor estimado de R$ 2. O produto é resultado de uma pesquisa de dois anos realizada pelo Departamento e Programa de Pós-Graduação em Química da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). A tecnologia foi desenvolvida visando combater os casos recentes de intoxicação por metanol no país e já despertou o interesse de grandes empresas na fabricação em larga escala.
O canudo biodegradável foi testado na Fundação Parque Tecnológico de Campina Grande, local onde se encontra o campus da UEPB, e está em fase de depósito de patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Com a repercussão positiva do projeto, surgiram propostas de parcerias com empresas interessadas em sua produção e comercialização em massa. O professor e pesquisador Félix Brito, responsável pelo desenvolvimento do canudo, explicou que a universidade está avaliando se repassará a tecnologia a uma empresa ou se assumirá a produção com apoio do governo.
Além da detecção de metanol por meio do canudo, a UEPB ainda desenvolveu outro método inovador que permite identificar a presença dessa substância em bebidas lacradas. Esse sistema utiliza radiação infravermelha para analisar as moléculas presentes na bebida, indicando possíveis adulterações, como a presença de metanol, água adicionada ou etanol veicular. Os pesquisadores garantem que o método alcança uma precisão de 97% e dispensa o uso de reagentes químicos.
Os estudos tiveram início em 2023 no Laboratório de Química Analítica e Quimiometria da UEPB e contaram com financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq) no valor de R$ 725 mil. Com o objetivo inicial de verificar a presença de metanol em cachaças, o projeto resultou na criação do Laboratório de Tecnologia da Cachaça em Campina Grande. A novidade foi publicada em dois artigos científicos na revista Food Chemistry este ano, destacando a importância da descoberta para a segurança alimentar e a proteção dos consumidores.
Quer ficar informado? Siga a TITAN no WhatsApp, Facebook, X, BlueSky e Threads.
