O que é HAP, condição que afeta Lígia, personagem de Dira Paes em 'Três Graças'?
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A trama da novela ‘Três Graças’, da Rede Globo, tem chamado atenção para a Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP), condição que afeta a personagem de Dira Paes, Lígia. A doença, considerada rara, é mais comum em mulheres com idades entre 30 e 60 anos.
Entenda a condição da protagonista de ‘Três Graças’
De acordo com a MSD Manual, a HAP impacta o organismo ao elevar a pressão nas artérias pulmonares, dificultando o transporte de sangue para os pulmões. Isso ocorre devido a alterações nas paredes dos vasos sanguíneos pulmonares, que sobrecarregam partes do coração e afetam a chegada de oxigênio a diferentes tecidos do corpo.
Assim, como consequência, pode desencadear falta de ar, tontura, fadiga, tosse e chiados. Há ainda o risco de complicações mais graves, como edema, principalmente na região das pernas, e até insuficiência cardíaca direita. O diagnóstico precoce, portanto, é importante para evitar danos potenciais à saúde. Esse processo requer uma série de exames de imagem (radiografia e tomografia), além do cateterismo.
Especialistas explicam que as diversas abordagens são necessárias para identificar as causas da doença, já que ela pode se originar tanto de mutações genéticas quanto do uso indevido de drogas lícitas e ilícitas. Ademais, a HAP está associada a outros distúrbios, como hipertensão portal, infecção pelo HIV, doenças cardíacas congênitas, reumáticas, sistêmicas ou autoimunes.
Métodos de intervenção
Por isso, o tratamento consiste em uma combinação de vasodilatadores, para aliviar os sintomas, com anticoagulantes, a fim de prevenir complicações. Além disso, profissionais recomendam evitar atividades prejudiciais, como fumar, e costumam prescrever medicamentos relacionados à causa específica da condição. Em casos mais severos, é indicado um transplante de pulmão.
Não há, contudo, cura para a condição retratada em ‘Três Graças’. Entretanto, segundo especialistas, as intervenções ajudam a garantir a qualidade de vida do paciente. “Novas drogas estão em estudo e em fase de aprovação para o tratamento da HAP, com mecanismos diferentes das disponíveis até agora, o que traz esperança de um horizonte melhor para os pacientes que têm esse diagnóstico”, explica a coordenadora da Comissão Científica de Circulação Pulmonar da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Veronica Amado.
