Casos de sífilis aumentam no Brasil; entenda a condição e como prevenir
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A sífilis é uma das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) mais comuns no Brasil. Levantamentos do Ministério da Saúde mostram que os casos da doença têm aumentado a cada ano, principalmente entre jovens de 15 a 25 anos e gestantes. De acordo com o órgão, entre 2005 e junho de 2025, a enfermidade afetou 810.246 grávidas.
Sífilis e seus riscos
A condição, causada por uma bactéria e transmitida por meio de relações sexuais sem proteção e de mãe para filho durante a gestação ou o parto, apresenta-se em quatro fases. A primária, que surge entre 10 e 90 dias após o contágio, desencadeia sintomas como uma ferida local e ínguas na virilha. Já a secundária tende a aparecer até seis meses depois do surgimento da primeira ferida, provocando manchas avermelhadas na corpo, principalmente nos pés e nas mãos.
A fase latente, por sua vez, é conhecida como o estágio assintomático. Isso porque feridas desaparecem mesmo sem tratamento, o que favorece a evolução para a forma terciária e ocasiona complicações neurológicas, ósseas e cardiovasculares. Essa característica da doença, de acordo com especialistas, é responsável por estimular o aumento a proliferação da bactéria e o aumento dos casos.
Além disso, a ausência de sintomas, principalmente em gestantes e a dificuldade de detecção nos exames iniciais, eleva o risco de transmissão para os bebês. Como consequência, ainda aumentam as chances de aborto e de nascimento prematuro. Há ainda impactos para os recém-nascidos, que podem apresentar má-formação, cegueira e surdez.
Métodos de prevenção
Por isso, para prevenir a sífilis, médicos aconselham o uso de preservativo em todas as relações sexuais (oral, vaginal e anal), além da realização de testes regulares e do tratamento adequado para evitar a transmissão da infecção. As intervenções, definidas conforme a fase da enfermidade, envolvem o uso de antibióticos e estão disponíveis pelo SUS nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). No caso das gestantes, a recomendação é incluir o exame no acompanhamento pré-natal para proteger tanto a saúde da mãe quanto a do bebê. Também é importante que o parceiro realize a testagem.
