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Distorção de imagem: entenda o transtorno relatado por Suzanna Freitas
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Distorção de imagem: entenda o transtorno relatado por Suzanna Freitas

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Bons Fluidos
05/12/2025 15h30
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“Eu continuava comprando roupas tamanho 40, que sempre usava, mas só entrava no manequim 46, que estava vestindo na época, e não aceitava isso. Falava que as formas estavam ficando pequenas quando, na verdade, eu que estava engordando. Isso foi muito difícil para mim, porque me via nas fotos e não conseguia me reconhecer. Me via completamente diferente no espelho e, quando as pessoas tiravam fotos, eu falava: ‘Caramba, isso sou eu!'”, complementou.

De acordo com a psicóloga Geraldine Medeiros Ferreira, em um artigo publicado no site ‘Psitto’, esse comportamento é frequente entre pessoas com TDC. Isso porque, apesar de os indivíduos se preocuparem exageradamente com o corpo, eles tendem a se enxergar de uma forma diferente da realidade. “É muito comum que o transtorno dismórfico corporal seja confundido com uma vaidade excessiva. No entanto, no caso dessa doença, a insatisfação com o físico pode acarretar sofrimento psicológico, além de possíveis transtornos alimentares”, esclareceu.

Sintomas e tratamentos 

Ademais, conforme afirma a especialista, muitas vezes os pacientes podem sentir receio na hora de comprar novas peças e acabam optando por aquelas que escondem o corpo, algo relatado por Suzanna. “Eu acostumei a comprar números maiores e isso acontece até hoje (…) A gente sai do ‘G’, mas o ‘G’ não sai da nossa cabeça. Se eu estiver em uma loja e olhar para um short e achá-lo pequeno, vou pegar o tamanho 40 (mesmo vestindo 38)”, disse a influenciadora.

Hoje, contudo, a filha de Kelly Key busca tratar o problema com um psicólogo. Segundo Ferreira, a intervenção mais indicada para esse tipo de distúrbio é a terapia cognitivo-comportamental, que também ajuda a modificar comportamentos perigosos, como comparações nas redes sociais. Além disso, o acompanhamento com um nutricionista pode ajudar a enxergar o próprio físico com mais gentileza e a adotar cuidados de forma saudável.

“É difícil às vezes o cérebro associar (…) A gente está desde abril fazendo o tratamento, então tem um tempo já que o meu corpo está se acostumando com meu novo corpo, mas ainda é difícil. Às vezes não consigo olhar para um tamanho e achar que entro ali. Aí vou, visto e penso: ‘Nossa, está tudo bem'”, concluiu Freitas.

*Leia também: Dia Mundial da Saúde Mental: a importância dos hábitos para a qualidade de vida

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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