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Estudo sugere que pessoas ruivas têm a cicatrização mais lenta; entenda
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Estudo sugere que pessoas ruivas têm a cicatrização mais lenta; entenda

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Bons Fluidos
02/12/2025 01h56
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Um estudo recente publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) trouxe uma descoberta que está mexendo com a forma como entendemos a cicatrização da pele. Pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, identificaram que o MC1R, gene conhecido por definir a pigmentação dos cabelos, especialmente o tom ruivo, também atua de maneira determinante no processo de reparo das feridas.

A pesquisa abre caminho para novas terapias e sugere que características genéticas podem influenciar muito mais do que imaginamos na capacidade do corpo de se recuperar.

Por que a cicatrização depende da genética?

Feridas que demoram para fechar, como úlceras diabéticas, escaras e lesões venosas, são um grande desafio de saúde pública. Elas permanecem inflamadas por meses e impedem que o tecido siga para as fases seguintes da cicatrização.

Foi justamente nesse ponto que os cientistas investigaram o MC1R. O gene funciona de formas diferentes dependendo da cor do cabelo:

  • Cabelos escuros: MC1R geralmente ativo;
  • Ruivos: MC1R inativo ou parcialmente inativo;
  • Loiros: atividade intermediária.

Essa diferença chamou a atenção dos pesquisadores, que começaram a investigar se ela também influenciaria a inflamação – etapa crítica no reparo da pele.

O que o estudo descobriu?

Para entender o impacto do MC1R, os cientistas analisaram feridas humanas usando técnicas avançadas de sequenciamento. O padrão encontrado foi consistente: o eixo POMC–MC1R, responsável por desligar a inflamação, estava desregulado em lesões crônicas; sem a atuação adequada do MC1R, a inflamação ficava “presa na fase inicial”, impedindo o reparo.

A partir disso, o grupo conduziu testes em camundongos de pelagem escura e vermelha, representando animais com MC1R funcional e disfuncional. Os resultados chamaram atenção: 95% das feridas dos animais ruivos ainda tinham crostas após 7 dias; Entre os escuros, o percentual caiu para 68,8%.

Por que essa descoberta importa?

A cicatrização é um processo complexo que depende da ativação inicial da inflamação, seguida do bom funcionamento das vias que “desligam” essa resposta. E, por fim, da reconstrução da pele. Quando uma dessas etapas falha, a ferida se torna crônica. E isso impacta milhões de pessoas no mundo, especialmente idosos, diabéticos e pacientes com problemas circulatórios.

A descoberta do papel do MC1R explica por que algumas feridas não evoluem, abre espaço para tratamentos tópicos inovadores, fortalece a medicina de precisão e mostra que genes ligados à aparência podem influenciar profundamente a saúde da pele.

Uma nova perspectiva para feridas crônicas

O estudo reforça que o MC1R não é apenas um gene que define cor dos cabelos. Ele atua em células imunológicas, queratinócitos, fibroblastos e vasos sanguíneos. Ou seja: está presente em praticamente todas as etapas da cicatrização. Ao estimular essa via, os pesquisadores conseguiram reverter inflamação persistente, restaurar o processo de reparo e reduzir cicatrizes profundas. É uma descoberta que ilumina o caminho para terapias mais acessíveis, tópicas e individualizadas – e oferece esperança para quem convive com feridas que parecem nunca fechar.

Leia também: Essas vitaminas ajudam a controlar a queda de cabelo; confira”

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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