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Gatos escutam seus donos, mas podem ignorá-los; entenda o motivo
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Gatos escutam seus donos, mas podem ignorá-los; entenda o motivo

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Bons Fluidos
30/01/2026 17h00
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Se você já chamou seu gato mais de uma vez e recebeu como resposta apenas o silêncio – ou um olhar rápido seguido de indiferença – saiba que isso não é imaginação. Estudos mostram que os gatos domésticos reconhecem, sim, a voz de seus tutores. O detalhe curioso é que, muitas vezes, eles simplesmente escolhem não responder.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Tóquio observou o comportamento de gatos ao ouvirem gravações de vozes humanas, incluindo a de seus próprios donos. O resultado foi revelador: os felinos demonstravam sinais claros de atenção, como mover as orelhas ou virar a cabeça, mas raramente se aproximavam ou reagiam de forma mais direta. Ou seja, eles escutam, entendem e decidem se vale a pena interagir.

Esse comportamento ajuda a explicar a fama de independentes que acompanha os gatos. Diferentemente dos cães, que foram domesticados ao longo do tempo para cooperar e responder aos comandos humanos, os felinos preservaram uma relação mais autônoma com as pessoas. Em muitos casos, o silêncio nada mais é do que um elegante “não tô a fim agora”.

Independência felina: uma herança ancestral

Para entender por que os gatos parecem tão seletivos nas interações, é preciso olhar para sua história evolutiva. Ao contrário dos cães, que se desenvolveram como animais de grupo, os gatos descendem de caçadores solitários. Essa origem moldou um comportamento mais independente, no qual a iniciativa da interação costuma partir do próprio animal.

Mesmo vivendo em ambientes domésticos, os gatos mantêm muitos desses traços ancestrais. Isso significa que ignorar um chamado nem sempre é desinteresse – muitas vezes, é apenas a expressão de sua natureza.

Por que o gato prefere manter distância?

1. Respeito ao próprio espaço

Gatos são territoriais e valorizam muito seus limites. Quando parecem ignorar o tutor, podem estar apenas comunicando que precisam de um tempo sozinhos. Esse comportamento é comum durante momentos de descanso, autocuidado ou observação do ambiente. Respeitar esses sinais é essencial para uma convivência equilibrada.

2. Humor e nível de energia

Assim como nós, os gatos têm variações de humor ao longo do dia. Eles passam grande parte do tempo dormindo ou em estado de relaxamento profundo – o que pode somar até 16 horas diárias. Nesses períodos, a falta de resposta ao chamado costuma ser apenas falta de disposição para socializar.

3. Mudanças e estresse

Alterações no ambiente, como troca de móveis, chegada de novos animais ou mudanças na rotina, podem deixar o gato mais retraído. O estresse costuma se manifestar como afastamento ou aparente indiferença, mas tende a diminuir conforme o animal se adapta à nova situação.

4. Falta de estímulos

Gatos precisam de desafios físicos e mentais. A ausência de brinquedos, arranhadores, prateleiras ou momentos de brincadeira pode deixá-los apáticos. Investir em enriquecimento ambiental é uma forma eficaz de despertar o interesse do felino e melhorar a interação no dia a dia.

Quando a indiferença pode ser sinal de alerta?

Embora a independência seja característica dos gatos, mudanças bruscas no comportamento merecem atenção. Gatos mais velhos podem apresentar perda auditiva ou visual, o que interfere na resposta aos chamados. Além disso, afastamento repentino acompanhado de alterações no apetite, na hidratação ou no uso da caixa de areia deve ser avaliado por um veterinário.

Como fortalecer o vínculo com seu gato

Construir uma relação próxima com um gato passa, прежде de tudo, pelo respeito. Rotinas previsíveis, reforço positivo e permitir que o próprio animal inicie o contato ajudam a criar confiança. Em vez de forçar interações, o ideal é observar, acolher os limites e responder quando ele se aproxima.

No fim das contas, a relação com um gato é menos sobre obediência e mais sobre troca. Eles escutam, entendem – e respondem quando sentem que aquele é o momento certo. Com paciência e sensibilidade, é possível desenvolver uma convivência rica, afetuosa e cheia de pequenos gestos que dizem muito mais do que um simples miado.

Leia também: Gatos siameses: conheça mais sobre a raça inteligente e ‘falante'”

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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