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HPN: médico alerta sobre doença frequentemente confundida com Alzheimer
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HPN: médico alerta sobre doença frequentemente confundida com Alzheimer

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Bons Fluidos
27/01/2026 16h32
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Com o avanço da idade, aumenta o risco de doenças neurológicas, que causam dificuldade motora, piora da memória e da cognição como um todo, como o Alzheimer. Esses sinais, no entanto, também podem estar associados à Hidrocefalia de Pressão Normal (HPN), uma condição reversível quando diagnosticada precocemente. Em entrevista à Bons Fluidos, o neurocirurgião Fernando Gomes explicou a enfermidade, frequentemente confundida com outras demências.

“Quero trazer informação, principalmente para médicos e profissionais da área da saúde, para que possam fazer o diagnóstico correto e, com isso, resgatar muitas pessoas que estariam fadadas a conviver com um diagnóstico errado”, afirma o especialista.

Entenda a HPN

A Hidrocefalia de Pressão Normal (HPN) ocorre quando há acúmulo de líquido cefalorraquidiano (LCR) no cérebro. Essa substância normalmente circula pelo sistema nervoso com a função de proteger e fornecer nutrientes. A alta concentração, no entanto, causada por dificuldade de absorção do componente ou pelo aumento de sua produção, afeta diferentes regiões do corpo, principalmente a região encefálica.

Dessa forma, surgem sintomas como falta de coordenação motora e equilíbrio, sensação de pernas pesadas e incontinência urinária. Além disso, ao longo de meses ou anos, também pode se desenvolver um quadro de demência, que impacta a memória, a concentração e a cognição. Por isso, em um primeiro momento, a condição pode ser confundida, por exemplo, com o Alzheimer.

Diferenças entre a HPN e o Alzheimer

Apesar de surgir após os 60 anos, assim como outros quadros neurológicos mais comuns, a Hidrocefalia de Pressão Normal se diferencia por ser reversível. De acordo com Fernando Gomes, a identificação do líquido nos ventrículos cerebrais por meio de tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM) possibilita evitar o uso de medicamentos inadequados, que podem apenas levar à progressão da doença, além de permitir um tratamento eficaz por meio de neurocirurgia.

Assim, com o tempo, é possível observar melhora significativa da capacidade de andar e da coordenação, além da redução da incontinência. Para isso, contudo, é importante que a condição seja confirmada precocemente, a fim de impedir o desenvolvimento da demência e retomar a qualidade de vida. “Se você diagnostica e trata em até 2 anos, é possível reverter o quadro praticamente ao normal”, concluiu o profissional.

*Leia também: Alzheimer pode afetar o cérebro a partir dos 20 anos, diz estudo

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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