Muita informação para um cérebro: entenda o impacto das redes sociais nas nossas emoções
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O uso massivo de redes sociais teve um aumento exponencial nos últimos anos e está remodelando o modo como interpretamos e regulamos nossas emoções. A exposição contínua a estímulos intensos, como comparações, notícias negativas e recompensas instantâneas, afeta diretamente nossa capacidade de lidar com frustrações e inquietações cotidianas. Saiba mais:
Nossa relação com as redes sociais e como isso impacta as emoções
Primeiramente, para entender a gravidade deste cenário, é importante ressaltar que o Brasil é o segundo país que mais gasta tempo em frente às telas, de acordo com um levantamento da Electronics Hub. O brasileiro passa mais da metade das horas que está acordado mexendo nas redes sociais. A nação fica atrás apenas da África do Sul.
Além disso, segundo a pesquisadora do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito, Flávia Ceccato, o cérebro humano não foi projetado para processar tamanha quantidade de informação emocional simultânea. “Cada vez mais, nós estamos constantemente reagindo ao que vemos nas redes sociais. São conteúdos que se tornam mais rápidos dia após dia. Dessa forma, não conseguimos responder ao que estamos vendo, pois isso reduz a capacidade de sentir, interpretar e organizar nossas próprias emoções”, explica.
Efeitos da hiperconexão
Por fim, a especialista também chama atenção para a necessidade da busca de validação externa, o que faz com que as pessoas se afastem do autoconhecimento. Com isso, a ansiedade, irritabilidade, impulsividade e até confusão emocional aumentam. “A inteligência existencial nos ajuda a resgatar esse senso de propósito e presença, mas estamos perdendo essa habilidade quando vivemos apenas no imediato e isso é bastante perigoso”, alerta.
*Matéria feita em parceria com Ângela Rocha, da MF Press Global
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