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Estudo revela conexão entre amamentação e proteção contra câncer de mama
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Estudo revela conexão entre amamentação e proteção contra câncer de mama

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ICARO Media Group TITAN
20/10/2025 18h12
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Um estudo recente apresentado no ESMO 2025, o congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica, analisou a relação entre o sistema imunológico e a amamentação, revelando uma potencial ligação com a proteção contra o câncer de mama. A pesquisa, publicada na revista Nature, examinou amostras de tecido mamário de mulheres de diferentes etnias que tinham passado por redução de mama ou mastectomia preventiva. Foi observado que as mulheres que tinham filhos apresentavam maior presença de células de defesa do tipo T, especificamente do subtipo CD8+, conhecidas por atacar as células invasoras e células cancerosas. Além disso, os resultados obtidos em camundongos demonstraram que o processo de amamentação teve um impacto na desaceleração do crescimento tumoral, especialmente em casos de câncer de mama triplo negativo, um tipo agressivo que corresponde a cerca de 15% dos casos e ocorre mais em mulheres com menos de 40 anos.

Analisando mais de mil pacientes oncológicas, os pesquisadores constataram que as mulheres que amamentaram tiveram um tempo de vida mais longo após o diagnóstico de câncer de mama, além de apresentarem tumores com maior presença de células imunológicas. A pesquisadora Sherene Loi, do Peter MacCallum Cancer Centre e uma das autoras do estudo, destaca a importância do histórico reprodutivo e da amamentação na moldagem da proteção imunológica a longo prazo contra a doença. Segundo ela, a gravidez e a amamentação deixam no organismo células protetoras de vida longa que reduzem o risco de desenvolver câncer, melhorando também as defesas contra o tumor, especialmente o câncer de mama triplo negativo.

Essa descoberta traz à tona a importância da permanência das células protetoras resultantes da gestação e amamentação no organismo feminino para a redução do risco de câncer de mama, sobretudo o triplo negativo. A pesquisa também aponta que o tempo de aleitamento influencia a proteção, sendo recomendado um período mínimo de seis meses, com organizações internacionais sugerindo 12 meses para potencializar os efeitos protetores. A oncologista Debora Gagliato ressalta a relevância desses achados e como eles podem direcionar o desenvolvimento de terapias e até mesmo vacinas preventivas contra o câncer de mama, especialmente em relação ao tipo triplo negativo, mais associado ao sistema imunológico.

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Este artigo foi criado por humanos via ferramenta de Inteligência Artificial e não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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