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As estrelas que vemos realmente estão mortas? A ciência responde!
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As estrelas que vemos realmente estão mortas? A ciência responde!

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Tecmundo
23/01/2025 22h00
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As estrelas iluminam o céu noturno há bilhões de anos; muitas delas já existiam antes mesmo da formação da Terra, há 4,6 bilhões de anos. Não é à toa que elas se tornaram um dos pilares do conhecimento humano mais antigo: a astronomia. Desde os tempos primitivos, os cientistas da época utilizaram a disposição das estrelas como referência para a orientação e navegação.

A observação do céu noturno foi essencial para o desenvolvimento da sociedade primitiva; e continua sendo um dos temas mais relevantes na atualidade. Os sumérios, na Mesopotâmia, registraram astros e constelações em tábuas de argila e as associaram a divindades religiosas e ao ciclo do tempo. Além disso, usavam esses registros para organizar um calendário agrícola baseado em fases da Lua e outros movimentos celestes.

Alguns séculos depois, os babilônios aperfeiçoaram esse conhecimento de forma mais científica. Por isso, são considerados os primeiros a criar um sistema matemático avançado para prever eventos astronômicos, como eclipses e ciclos planetários. Essa inovação marcou uma revolução na astronomia; isso aconteceu há aproximadamente de 4 mil anos.

Desde então, inúmeras descobertas científicas ampliaram nosso entendimento sobre as estrelas e outros corpos celestes. Assim como a Babilônia aprimorou o conhecimento astronômico herdado dos sumérios, muitos mistérios da astronomia foram desvendados. Contudo, ainda equívocos que persistem na sociedade, como a crença de que as estrelas visíveis no céu já ‘morreram’.

Afinal, essa ideia está correta? A resposta mais simples e direta é: não. Na verdade, a maioria das estrelas visíveis no céu estão ativa, passando pelo processo de fusão nuclear em seu núcleo. Porém, elas estão a distâncias de dezenas a milhares de anos-luz de distância da Terra.

“Uma estrela é um corpo celeste gasoso, massivo e autoluminoso que brilha devido à radiação gerada por suas fontes internas de energia. Das dezenas de bilhões de trilhões de estrelas que compõem o universo observável, apenas uma pequena porcentagem é visível a olho nu. Muitas delas aparecem em pares, sistemas múltiplos ou aglomerados estelares”, é descrito em uma publicação da enciclopédia Britannica.

O nascimento das estrelas

Assim como planetas e luas, as estrelas se formam a partir de nuvens gigantes de gás e poeira, conhecidas como nebulosas. Eventos cósmicos como colisões entre essas nuvens, explosões de supernovas ou a influência gravitacional de estrelas massivas próximas podem desencadear o colapso de certas regiões. Então, essas áreas iniciam um estágio de compressão dos materiais da nuvem. 

Como resultado, a gravidade atrai mais material para essas áreas, aquece o gás e forma as protoestrelas. Esses objetos são núcleos densos e quentes que podem evoluir para estrelas caso atinjam massa suficiente para iniciar a fusão nuclear; caso contrário, podem se tornar anãs marrons, objetos que não chegam a brilhar como estrelas.

Quando o núcleo da protoestrela atinge aproximadamente 10 milhões de graus Celsius, é iniciado a fusão do hidrogênio em hélio — no caso do Sol, essa temperatura média é de 15 milhões de graus Celsius.

Dessa forma, esse processo gera uma pressão que equilibra a força gravitacional e interrompe gradualmente a contração do corpo celeste. Assim, nasce uma estrela. A partir daí, ela passa a emitir luz de forma mais estável ao entrar no estágio conhecido como sequência principal.

Mas como saber se a luz que enxergamos pertence a uma estrela ainda ativa ou a uma que já morreu há muito tempo? A maioria das estrelas tem ciclos de vida que duram milhões ou até bilhões de anos; isso torna extremamente improvável que um desses objetos visíveis a olho nu tenha morrido recentemente.

Isso pode ter acontecido no passado ou estar acontecendo neste momento, mas a ciência explica que é um evento raro. Por isso, as estrelas visíveis no céu continuam lá. Contudo, ao utilizar um telescópio espacial como o James Webb, é possível captar a luz de estrelas que já desapareceram, pois ele consegue observar objetos a bilhões de anos-luz, registrando imagens do universo em épocas distantes.

As estrelas queimam hidrogênio em seu núcleo por milhões ou bilhões de anos, dependendo de sua massa. Quando o combustível se esgota, passam por diferentes transformações até o colapso final. 

O destino de cada uma defende da sua massa: estrelas menores se tornam anãs brancas, enquanto as massivas podem explodir como supernovas, dando origem a estrelas de nêutrons ou buracos negros. Tirou a dúvida? Agora pode espalhar para todo mundo que a maioria das estrelas não está morta.

O universo primitivo era um lugar escuro e denso, mas algo mudou esse cenário para sempre. Quer saber mais? Aproveite para entender quando surgiram as primeiras estrelas no Universo. Até a próxima!

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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