Aos 104 anos, espanhol desafia o tempo e diz se sentir “como uma criança”
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Aos 104 anos, o espanhol José Fernández entrou para o grupo dos homens mais longevos do país. No entanto, rejeita qualquer rótulo de fragilidade. Após comemorar o aniversário em 16 de janeiro, ele chamou atenção pela lucidez, pela boa condição física e pela maneira serena com que encara a velhice. Nascido em 1922, atravessou transformações profundas ao longo de mais de um século de história.
Apesar da idade, o centenário se descreve com leveza e bom humor. Disse que se vê “como uma criança” e brincou ao afirmar que possui um nível de tensão que ninguém mais tem. Questionado sobre o que considera essencial na vida, respondeu de forma direta: “Não morrer, ser uma boa pessoa, fazer o que nos mandam e ganhar um pouco mais do que antes”.
Chegar aos 104 anos com vitalidade e lucidez: qual o segredo?
Ultrapassar a marca dos 100 anos de vida ainda é algo raro e cercado de fascínio. Pessoas que chegam aos 90 ou 100 anos costumam despertar curiosidade e levantar uma pergunta recorrente: existe um segredo para viver tanto tempo? Há escolhas que favorecem a longevidade — e outras que encurtam o caminho?
José viveu conflitos que marcaram gerações, como a Guerra do Rif, a Guerra Civil Espanhola, a Segunda Guerra Mundial, além de testemunhar a pandemia de Covid-19 já em idade avançada. Uma característica presente é o bom humor e a capacidade de olhar a vida com leveza.
Além disso, ele contou que não fuma nem consome bebidas alcoólicas e mantém o futebol como principal passatempo. Por fim, acompanha de perto partidas e jogadores atuais, entre eles Vinicius Júnior, estrela do Real Madrid.
Um corpo que desafia o tempo
Funcionários do lar de idosos onde José vive relatam que sua condição física está muito acima do esperado para alguém de sua idade. Dessa forma, em testes funcionais, como o de sentar e levantar sem apoio em menos de 30 segundos, ele demonstrou equilíbrio e flexibilidade comparáveis aos de pessoas bem mais jovens, reforçando a impressão de que, ao menos para ele, a idade cronológica não conta toda a história.
