Estudo revela que seis fatores do estilo de vida influenciam o risco de Alzheimer
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A idade e a predisposição genética são os principais elementos citados quando se trata do diagnóstico de Alzheimer e outras demências. Um novo estudo publicado no The Journal of Prevention of Alzheimer’s Disease, contudo, aponta que a condição pode estar associada a seis fatores do estilo de vida que, a longo prazo, afetam o cérebro e provocam o declínio cognitivo.
Relação entre os hábitos e o Alzheimer
Os pesquisadores analisaram 17 práticas, como tabagismo, consumo de álcool e uso de medicamentos para o coração, a fim de identificar elementos responsáveis por aumentar o risco da doença. Para isso, eles contaram com o auxílio de 494 residentes na Suécia, com idade média de 65 anos. Os participantes responderam a questionários sobre seus hábitos e realizaram exames genéticos.
Além disso, passaram por testes específicos capazes de medir, por exemplo, o colesterol, a pressão arterial e o IMC. Com foco nas questões do sistema nervoso, também foram coletadas amostras do líquido cefalorraquidiano, substância que circula entre cérebro e a medula espinhal. A análise desse componente possibilita detectar biomarcadores da doença de Alzheimer.
Dessa forma, os resultados, reunidos durante quatro anos, mostraram que 45% dos casos de demência estão relacionados a elementos do estilo de vida. Entre os principais fatores estão o consumo excessivo de álcool, a falta de exercícios físicos, o tabagismo, o colesterol alto, a pressão elevada e as doenças cardiovasculares.
De acordo com o estudo da Universidade de Lund, isso ocorre porque práticas e condições médicas danificam os vasos sanguíneos do cérebro, impedindo a chegada adequada de sangue e oxigênio. Como consequência, afetam áreas do cérebro responsáveis pela cognição. Ademais, alguns desses elementos favorecem o acúmulo da proteína beta-amiloide na região, o que pode desencadear o Alzheimer.
Na avaliação dos pesquisadores, as conclusões são positivas, pois permitem a adoção de mudanças no estilo de vida para reduzir o risco de demência. “No entanto, essas descobertas precisam ser investigadas mais a fundo e validadas em estudos futuros”, afirmou o autor do estudo, Sebastian Palmqvist, em comunicado.
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