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Você sabia que existem diversos tipos de terapia? Conheça alguns
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Você sabia que existem diversos tipos de terapia? Conheça alguns

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Bons Fluidos
30/10/2025 19h49
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Por muito tempo, buscar ajuda psicológica foi visto como sinal de fraqueza. Hoje, esse tabu vem sendo quebrado. A terapia, que antes era cercada de preconceitos, tem ganhado cada vez mais espaço como ferramenta essencial de autoconhecimento, equilíbrio emocional e saúde mental. Seja para lidar com crises específicas ou para compreender melhor a si mesmo, o processo terapêutico pode transformar não apenas o modo de pensar, mas também a forma de viver.

O que é e para que serve a psicoterapia

A psicoterapia é um tratamento que ajuda pessoas a enfrentarem dificuldades emocionais, conflitos internos e transtornos mentais. Por meio do diálogo e da escuta qualificada, o psicólogo cria um espaço de acolhimento e reflexão que permite ao paciente entender seus próprios sentimentos, padrões e comportamentos.

Além de favorecer o autoconhecimento, ela é uma aliada comprovada no tratamento de condições como depressão, ansiedade, estresse pós-traumático, TDAH, transtorno bipolar, TOC, anorexia, esquizofrenia e outros desafios ligados à saúde mental. Mas engana-se quem pensa que terapia é apenas para momentos de crise. Muitas pessoas recorrem a ela como um exercício contínuo de desenvolvimento pessoal, buscando clareza, propósito e qualidade de vida.

As principais abordagens terapêuticas

A psicoterapia não tem uma única forma. Com o passar dos anos, surgiram diferentes abordagens, cada uma com suas técnicas e objetivos.

1. Psicanálise

Criada por Sigmund Freud, a psicanálise é considerada a base da psicoterapia moderna. Seu foco é o inconsciente, isto é, os pensamentos e emoções que influenciam o comportamento sem que percebamos. Através da técnica da associação livre, em que o paciente fala livremente tudo o que vem à mente, o terapeuta ajuda a revelar conteúdos reprimidos que impactam a vida atual.

2. Behaviorismo (terapia comportamental)

Baseada nos estudos de B. F. Skinner, essa linha entende que o comportamento é moldado pelos estímulos e consequências do ambiente. Na prática, o terapeuta identifica hábitos disfuncionais e ensina novas formas de agir, substituindo padrões nocivos por comportamentos mais saudáveis. É uma abordagem prática e focada em resultados.

3. Psicologia Humanista

Desenvolvida por Carl Rogers, essa abordagem acredita no potencial de crescimento de cada pessoa. O terapeuta atua como um facilitador, oferecendo empatia, acolhimento e um espaço livre de julgamentos. A ideia central é que, ao se aceitar como é, o indivíduo encontra força para se transformar. Muito indicada para quem sofre com autocrítica, baixa autoestima e dificuldade de se expressar emocionalmente.

4. Fenomenologia Existencial 

Inspirada em Edmund Husserl, essa linha vê o ser humano como alguém que “é no mundo” – consciente, mas também responsável por suas escolhas. O foco está em entender o significado da própria existência e lidar com a liberdade, as angústias e as consequências das decisões. É uma terapia que convida à reflexão profunda sobre o sentido da vida.

5. Gestalt-terapia 

Criada por Fritz e Laura Perls, a Gestalt propõe que o paciente se reconecte com o “aqui e agora”. Em vez de olhar apenas para o passado, a pessoa é incentivada a perceber o que sente no momento presente e a integrar experiências fragmentadas. A conscientização é o ponto de partida para a mudança. Segundo os terapeutas gestaltistas, curar-se é estar inteiro e presente em si mesmo.

6. Análise Junguiana

Desenvolvida por Carl Gustav Jung, a abordagem junguiana nasceu da psicanálise, mas segue um caminho próprio. Jung acreditava que os sonhos revelam narrativas internas e personagens simbólicos que habitam o inconsciente. Em vez da associação livre de Freud, Jung propôs a imaginação ativa, técnica que estimula o paciente a se conectar com o inconsciente por meio de expressões criativas (como desenhos, pinturas e escrita) para compreender seus símbolos e integrar diferentes aspectos da personalidade.

7. Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)

Baseada nas ideias do psiquiatra Aaron Beck, a TCC surgiu da união entre o behaviorismo e a terapia cognitiva. Beck observou que os pensamentos influenciam diretamente as emoções e comportamentos – e que padrões de pensamento distorcidos podem gerar sofrimento. A TCC é uma abordagem diretiva e prática, muito eficaz para tratar ansiedade, depressão, fobias e transtornos alimentares. O terapeuta ajuda o paciente a identificar crenças limitantes e a substituí-las por pensamentos mais realistas e saudáveis, promovendo mudanças consistentes de comportamento e bem-estar emocional.

Como escolher a abordagem certa

Cada linha terapêutica tem sua própria forma de trabalhar, e nenhuma é “melhor” do que a outra. O ideal é encontrar um profissional com quem você se sinta à vontade e uma abordagem que se conecte aos seus objetivos pessoais. Mais importante do que a técnica é a relação entre terapeuta e paciente. Quando há empatia, confiança e compromisso, o processo tende a fluir com leveza e resultados mais duradouros.

A psicoterapia é um convite ao autoconhecimento. Mesmo pessoas que se consideram equilibradas podem se beneficiar do processo, aprendendo a lidar com emoções, melhorar relacionamentos e fortalecer a própria identidade.

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Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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