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Você sabia? Smartwatch pode melhorar qualidade da massagem cardíaca
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Você sabia? Smartwatch pode melhorar qualidade da massagem cardíaca

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Bons Fluidos
04/12/2025 18h14
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Uma pesquisa conduzida no Hospital Alemão Oswaldo Cruz mostrou que o uso de um smartwatch associado a um aplicativo de feedback em tempo real pode melhorar significativamente a qualidade das compressões realizadas durante a ressuscitação cardiopulmonar (RCP).

O estudo, publicado na revista científica Resuscitation Plus, demonstrou que o dispositivo aumentou em até 18% a precisão das manobras. Isto é, um avanço promissor para atendimentos de emergência.

O que é RCP?

A RCP é um procedimento essencial para manter a circulação sanguínea e a oxigenação dos órgãos vitais após uma parada cardíaca. O sucesso da técnica depende de três fatores principais: reconhecimento rápido da emergência, uso precoce de desfibrilador e compressões torácicas realizadas com profundidade e ritmo adequados. No entanto, mesmo profissionais treinados podem perder rendimento devido ao estresse, à fadiga ou à falta de dispositivos de auxílio.

Como o estudo com smartwatch foi feito

Para avaliar o uso da tecnologia, 90 profissionais da saúde realizaram sessões de dois minutos de compressões torácicas em manequins de treinamento. Na primeira rodada, as manobras foram feitas sem qualquer auxílio tecnológico. Na segunda, os participantes utilizaram o aplicativo VIMO, integrado a um smartwatch, que fornecia orientações visuais e sonoras sobre profundidade e ritmo ideais das compressões.

Assim, os resultados chamam atenção: a qualidade geral das compressões aumentou de 82% para 97% quando o smartwatch foi utilizado. O ritmo correto saltou de 62% para 94%, enquanto a profundidade adequada atingiu 100% dos casos na sessão com feedback. Em um comunicado, o cardiologista Leandro Costa, autor principal do estudo, disse que o relógio funciona como um “orientador em tempo real”. Portanto, ajuda o socorrista a manter o padrão ideal recomendado pelas diretrizes internacionais.

“Esses números mostram o impacto que pequenas diferenças de técnica têm no desfecho clínico. Quando um dispositivo ajuda o socorrista a manter o ritmo e a força ideais, o ganho potencial é enorme, especialmente fora do hospital, em que acontecem 80% a 90% das paradas cardíacas”, disse.

O pesquisador destacou que essa inovação abre portas para democratizar o conhecimento e ampliar o número de pessoas aptas a iniciar manobras de RCP antes da chegada dos profissionais de saúde.

“Quando um dispositivo ajuda o socorrista a manter o ritmo e a força ideais, o ganho potencial é enorme, especialmente fora do hospital”. Embora sejam necessárias novas pesquisas em cenários reais, o avanço indica que tecnologias vestíveis podem se tornar aliadas importantes para salvar vidas em situações críticas.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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